Slow Parenting: criando filhos quase como antigamente

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Ter trabalhado na Revista Pais e Filhos me proporcionou um conhecimento sobre o universo infantil que provavelmente eu não teria de outra forma. Já entrevistei muita gente bacana e entendida: pediatras, psicólogas, psicanalistas, ginecologistas, enfermeiras, doulas, especialistas infantis de todas as áreas e mães, mães, mães, muitas mães. Aprendi muita coisa legal e que sem esse conhecimento talvez eu não seria a mãe que sou (não a melhor do mundo, mas também não a pior, hehe) pra Mabi e Alfonsinho. Mas acho que nunca uma matéria escrita por mim durante minha longa e feliz carreirinha jornalística fez tanto sentido como a que fiz recentemente para a revista sobre Slow Parenting.

Para quem nunca ouviu falar, Slow Parenting é um movimento que prega um modo de criar filhos mais relaxado. Sem tanta ansiedade por criar filhos perfeitos e sem essa neura de “desenvolver todos os potenciais” das crianças a qualquer custo. Sem tantos compromissos, com mais tempo livre, mais tempo em família, mais tempo de qualidade. Já me identificava com  filosofia e depois de estudá-la mais a fundo por conta da matéria, passei a refletir bastante sobre como estamos criando nossas crianças hoje em dia.

Para fazer a matéria entrevistei Carl Honoré, um dos precursores do Slow Parenting, que antes de responder às minhas perguntas pediu gentilmente que eu lesse o arquivo de entrevistas que ele já tinha feito a meios de comunicação. Quase caí pra trás quando baixei o tal arquivo e constatei que estávamos falando de mais de 180 entrevistas. Levei duas semanas pra ler aquilo tudo, mas li. E aprendi um monte. Conversei também com um pediatra antroposófico muito bacana, com uma especialista em infância e juventude pela Unesco e com o Paulo Tatit, da dupla Palavra Cantada, de quem sou muito fã. E falei com várias mães.

Escrever essa matéria deu um trabalho do cããããão, mas serviu para me orientar a respeito de como quero criar meus filhos. Não posso adiantar o texto da matéria, óbvio, (será publicado na edição de fevereiro da revista!), mas queria dividir com vocês, queridas leitoras, o que aprendi com meus entrevistados e que fizeram tanto sentido pra mim.

Que criança precisa de afeto, cuidados e tempo para brincar

E proporcionar isso a seu filho é muito mais importante do que ficar pensando nos potenciais que você pode desenvolver nele ainda bebê para garantir que no futuro ele esteja bem qualificado para o mercado de trabalho. Parece doideira, né? Mas já vi escola em SP que para justificar a fortuna que cobra diz até que as crianças desde cedo tem de se familiarizar com números e questões simples para um bom entendimento do universo financeiro. Oi? Sem contar o básico: aulas de inglês para bebês. Só eu sou contra isso? 

Que brinquedos tecnológicos não são tão legais quanto parecem ser

O pediatra antroposófico com quem conversei me contou que um dia recebeu em seu consultório uma mãe com uma bebê de 4 meses. Sentou-se diante dele – a bebê quietinha -, tirou o celular da bolsa e colocou para ela um aplicativo que a cada vez que ela encostava o dedinho na tela, várias borboletas saltavam e o aparelho tocava musiquinha. Como se já não bastassem todos os estímulos que o ambiente proporcionava à criança: o espaço, a voz e a aparência do médico, que para ela era algo novo, os cheiros, os ruídos, etc. Segundo ele, esse estímulo precoce e exagerado só estressa o bebê – e neste caso não permite que ele preste atenção no que está a seu redor. O médico também usou um termo que eu achei muito interessante para definir os brinquedos tecnológicos de hoje em dia, que cantam, dançam, tocam musiquinha e mais o diabo: são brinquedos de consumo. Ou seja, a brincadeira vem pronta pra criança. Ela só precisa apertar um botão – e consumir aquilo que o aparato lhe oferece. Diferente de um brinquedo simples, como os de antigamente, que de tão simples obrigam a criança a usar a imaginação. Então com criatividade, o cavalinho de madeira (que não toca música, não faz barulho de cavalo e nem colorido tem) se torna um lindo cavalo branco, enorme e valente, que cavalga velozmente, voa, fala, salva a vida da princesa…

Que a tal da “motivação” tem limite

Tenho uma natureza muito observadora. E aí vou no parque com meus filhos e quase tenho um siricotico toda vez quando vejo aqueles pais e mães super mega empenhados que não-deixam-o-filho-em-paz. “Aííííííí fiiilhooooo! Subiu no balanço! É isso aí!”. Um minuto depois: “Uauuuuu, filho! Olha como você escorrega rápido! Muito bem, o papai está orgulhoso de você”. “Olha, filhooooo, a amiguinha está do seu lado. Brinque com ela! Mostre como faz o cavalinho”. Bom, o repertório não tem fim, mas vamos parar por aqui, né? Olha, vou te dizer, que PREGUIÇA que me dá. Será que isso é uma coisa de hoje ou antigamente os pais eram malas desse jeito? Pessoal, vamos deixar as crianças brincando sem tanta interferência? Ok, você só quer ajudar, motivar, auxiliar, amparar e vários outros “ar”, mas… menos. Talvez eu seja muito radical, mas no parquinho com meus filhos eu adoto o estilo guarda-costas de ser. Fico em um canto, meio longe, de braços cruzados e só olhando. Só interfiro em casos de urgência. O Alfonsinho precisa de resgate com frequência, principalmente quando encana de pegar o brinquedinho do amigo e dar na cabeça do outro coleguinha (kkkkk) ou quer escalar o escorrega de traz pra frente. Mas Mabi não precisa de mim para se divertir no parquinho – e é assim que quero que Alfonsinho seja também. Bastam dez minutos para ela começar a interagir com algum amiguinho do lado, e quando vejo ela já formou uma turminha.

Que criança tem seu tempo e seu ritmo

Todos os entrevistados com quem eu conversei falaram isso. Vivemos numa época que a vida de todo mundo é corrida. E aí passamos pra criança essa ansiedade de correr contra o tempo. Mas o ritmo dos pequenos é outro. Eles demoram um século pra comer… pra escovar os dentes… pra se vestir… pra formar uma frase. E a gente tem que respeitar, oras. O Paulo Tatit falou uma coisa que eu achei muito bacana. A gente vive apressando a criança pra tudo: “Entra rápido no carro, tô com pressa!”. “Come logo a comida, a gente tem que sair”. Aí a criança começa a ficar irritadiça, ansiosa, chiliquenta… e a gente reclama. É ou não é? Sem perceber, eu sempre coloquei muita pilha na Mabi e no Alfonsinho para que entrassem no meu ritmo. Agora tenho me policiado para entrar no ritmo deles. A gente caminha mais devagar na rua… come mais devagar no almoço… demora mais pra fazer tudo…rs. Mas o estresse é bem menor.

Que criança precisa correr riscos

Com bom senso e tendo consciência dos diferentes níveis de perigo – os pais têm de permitir que os filhos corram riscos. Para um bebê que está aprendendo a andar, correr risco significa, por exemplo, sair andando em disparada como se não houvesse amanhã e levar um belo de um tombo. Tudo bem, ele certamente aprendeu algo depois dessa queda. Para uma criança maior, significa talvez tentar subir no escorrega de trás pra frente e cair com tudo no chão. Será que ele vai fazer de novo? Bem, o Alfonsinho faz, mas eu estou confiante de que um dia ele vai aprender. rs. Uma criança ainda mais velha pode significar ir sozinha na padaria da esquina comprar um picolé. E assim por diante. A gente aprende errando. A gente sente orgulho quando superamos um desafio. E a gente se torna mais independente quando conseguimos fazer algo por nossa conta. Os pais têm de permitir que os filhos corram riscos para se tornarem independentes – e saber dosar o quanto pode soltar da cordinha.

Que ficar sem fazer nada é bom

Ficar de preguiça, sem nada programado, é bom e necessário . Assim disseram meus especialistas entrevistados. O fazer nada desafia a imaginação da criança: já quem não tem nada pra fazer, a saída é “inventar” algo. Essa brincadeira livre, inventada, que se usa a criatividade ao máximo, é a melhor de todas as atividades.

Sem excessos: menos é mais.

Encontrar o equilíbrio é a grande chave dessa história. Deixar excessos e exageros de lado, ponderar o que funciona para sua família e criar filhos de maneira consciente, tranquila, sem neura. Dar mais importância à qualidade (dos momentos, das experiências, das relações) do que à quantidade. Uma refeição em família, um passeio no parque, uma tarde em casa todos juntos: valorizar as pequenas grandes coisas da vida. E saber que importante mesmo é amar, ser amado e saber ser feliz. Mas essa última frase nenhum entrevistado disse, é de minha própria autoria, rs. ;)

Beijo!
Sofia

Os segredos de Glória: mãe de 3 morando longe conta tudo

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Adoro conhecer a rotina e o modo de vida de outras famílias – principalmente aquelas que eu acho que podem ensinar algo diferente que possa ser colocado em prática aqui em casa. A Glória, minha cunhada espanhola, é casada com o Alfonso (opa, qualquer semelhança com meu Alfonsinho não é mera coincidência. Ambos os nomes homenageiam o Alfonso chefão, meu sogro querido) e tem três filhos: Gabriela, de 6 anos, Nico, de 5, e Cláudia, de 2. Eles moram em Brisbane, na Austrália, sem família por perto e, como a maior parte das famílias australianas, não tem babá ou empregada doméstica.

A Glo é daquelas mães (lindona, magra, fashion, engraçada, cheia de amigas e com filhos educados) que quando você a conhece, dá vontade de sentá-la num sofá, pegar um caderninho e obrigá-la a contar tudo. Bem, foi mais ou menos o que eu fiz. Hihi. Só não peguei um caderninho porque a distância nos exigiu uma entrevista por e-mail.

Aqui está, senhoras e senhores! Os segredos de Glo:

Família de Glória

Rotina: o segredo para tudo funcionar bem

Uma casa com três crianças pequenas é uma loucura. Para mim, ter uma rotina é o único segredo para que a casa funcione. Às vezes eu posso até parecer um sargento, mas acho que as crianças se comportam bem melhor quando elas sabem o que têm de fazer em cada momento. Para eles acaba sendo mais fácil – e não ficam frustrados se, por exemplo, sabem que quando o programa de TV favorito deles termina é hora de subir e tomar banho.

Crianças ajudam desde pequenas

Por estarmos sozinhos em um país diferente e sem ajuda em casa, meus filhos cresceram aprendendo a ajudar, na medida do possível. Desde pequenos comem sozinhos e agora já tomam banho e se vestem sem ajuda. Eles são responsáveis por guardar suas coisas e quando sujam algo, tentam limpar sem ajuda também. Depois do banho, os mais velhos tem o dever de levar a roupa suja à lavanderia, e a pequeninha tem a responsabilidade de jogar a fraldinha no lixo. Como com qualquer criança, tudo é mais fácil quando você converte essa ajuda em uma brincadeira ou um jogo, e não numa obrigação. Eles adoram e se divertem.

Zona de “artcrafts”

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Meus filhos mais velhos têm um espaço deles na varanda de “artcrafts” (trabalhos manuais). É uma mesa com duas cadeiras, uma lousa com giz e 4 caixas onde guardamos diferentes materiais: rolos de papel, bolas de isopor, plumas coloridas, palitos de sorvete, purpurina, cola, durex, tesoura, pompons, lápis, canetinha, borracha… E papéis de todos os tamanhos, texturas e cores. No fim, essa é a atividade que eles mais gostam de fazer – e é o que eu mais gosto que eles façam. Desenvolve a criatividade a imaginação deles (e o melhor é que quando eles estão aí, não os escuto por horas!).

Mantendo a casa em ordem

O truque para que a casa esteja organizada em meio ao caos das crianças é que tudo tenha seu lugar. Não suporto casas tomadas com brinquedos em todas as partes. As zonas dos adultos, como cozinha, sala de jantar e de TV, são “toys free zone”. Ou seja: se as crianças querem brincar aí, podem, desde que guardem depois os brinquedos em seus quartos – que é onde ficam todos os brinquedos. Outra de minhas regras de ouro é: se alguém está brincando com um brinquedo e quer trocar por outro, não pode pegar nada até que o primeiro esteja no seu lugar. Dessa forma eu evito que todos os brinquedos estejam pelo meio do caminho, porque meus filhos a cada 5 minutos se cansam do que estão fazendo.

Filhos brincando

Mantendo a casa limpa

Vivo em um país onde não é comum ter serviço doméstico. Temos uma pessoa que vem uma vez por semana por cinco horas, para passar roupa e limpar mais profundamente banheiro, cozinha e casa. Mas faço a manutenção da limpeza da casa diariamente, então quando ela chega para limpar, a casa nunca está muito suja.
Sempre tenho uma vassoura e um mini aspirador por perto. Tenho toalhinhas descartáveis multiuso por toda a casa, e as uso para limpar superfícies e deixar tudo com cheirinho de limpo. Odeio panos que acabam cheirando a úmido e mais sujam o chão do que limpam. Também uso muito as toalhinhas descartáveis no banheiro: todos os dias, depois que as crianças se trocam, escovam os dentes e lavam o rosto, passo as toalhinhas por todo o banheiro para fazer uma limpeza superficial. Com isso, a casa está sempre em ordem e as cinco horas semanais da funcionária acabam dando de sobra.

Cozinha prática e o menu da semana

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Gosto de cozinhar e me dou bem com a cozinha. O que faço é planificar o menu da semana. No domingo tiro 10 minutos para fazer um quadro com o que vamos comer durante a semana: peixe, carne, carboidratos e muita verdura. Assim temos uma dieta equilibrada e me facilita a vida na hora de fazer as compras. Toda segunda-feira de manhã vou ao supermercado e já compro tudo o que vou precisar para as refeições da semana. Assim não tenho que ficar indo toda hora ao mercado – só pra comprar coisas pontuais que vão terminando. Também me organizo em função da dificuldade do prato: se é uma receita que vou precisar de mais de uma hora de preparo, tento deixa-la meio pronta antes, assim enquanto as crianças tomam banho eu só preciso dar uma esquentada na comida.

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Um dia comum na casa de Glo

  • Manhã: Às 7h nos levantamos, tomamos café da manhã todos juntos e quando terminamos, subimos para nos vestir e meu marido sai para trabalhar. Enquanto Gabi e Nico, os dois maiores, se vestem sozinhos, eu vou arrumando as camas e organizando a bagunça. Depois, penteio todo mundo e visto Claudia, a pequena. Só depois que estiverem todos arrumados é que eles podem descer para assistir à TV, e nesse tempo eu arrumo minha cama, passo as toalhinhas descartáveis nos banheiros, tomo banho e me visto. Desço, preparo as lancheiras das crianças e às 8h15 saímos de casa para levar as crianças à escola.
  • Tempo para mim: Até às 15h, quando Gabi sai da escola, aproveito meu tempo para fazer minhas coisas. Sou bastante vaidosa e gosto de aproveitar o tempo que tenho para me cuidar. Corro três vezes por semana, e uma vez por semana saio para andar de bicicleta com minhas amigas. Também faço séries de 10min de abdominais que baixei da internet. Com uma hora de exercícios por dia eu já me sinto bem.
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  • Tarde: Gabi é a primeira a chegar a casa, às 15h. Enquanto ela merenda, vou preparando o jantar e depois ela faz os deveres da escola. Às 16h30 saímos pra buscar os outros dois na escola e vamos todos ao parque, onde ficamos até às 18h.
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  • Hora do banhoAs crianças entram pela porta e vão direto para o banho – os três juntos. Eu dou banho em Cláudia enquanto os dois mais velhos tomam banho sozinhos, se enxugam e vestem seus pijamas sozinhos também.
  • Hora do jantar: enquanto esquento a comida e coloco a mesa, eles brincam juntos e podem ver o programa favorito deles pela TV. Isso funciona bem pra fazer com que o banho seja rápido: caso contrário, eles perdem o programa. Nessa hora Alfonso, meu marido, costuma chegar em casa e acaba sendo o momento de brincar com o papai, contar a ele como foi o dia, etc.
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  • Hora de dormir: Desde pequenos as crianças sabem que hora de dormir é hora de dormir. Às 19h30 levamos Cláudia pra escovar os dentes, rezamos e a colocamos no berço. Ela dorme sem soltar nem uma lágrima. Gabi está começando a ler, então antes de dormir costumamos ler com ela e com Nico, e às 20h os dois escovam os dentes, nós rezamos e eles vao dormir.
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  • Hora dos adultos: A partir das 20h começa o momento adulto aqui em casa. Alfonso e eu jantamos, lavamos a louça e ficamos juntos, normalmente assistindo à série de TV que estamos acompanhando. Também é quando eu aproveito pra fazer minhas unhas ou outras coisas que preciso, como escrever isso ;)

De mãe para mãe, com carinho

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Hoje eu recebi essa mensagem de uma leitora. Não é a primeira desse tipo, vira e mexe eu recebo e-mails ou comentários de mães grávidas do segundo querendo saber como vai ser a vida (que se com um já está bem doida, imagine com dois…) depois que mais um bebê nascer. Resolvi então responder à pergunta dela aqui no blog. Assim a gente já mata dois coelhos com uma caixa d’água só (como diria Magda, minha eterna musa).

Olá Sofia!
Acompanho seu blog e adorei as dicas de como montar um. Parace que vc leu meus pensamentos! rs.
Bom, se tudo ocorrer dentro dos conformes serei mãe tbm de segunda viagem, e estou tão, mas tão confusa com tudo! Choro todo santo dia. Grávida normalmente fica a flor da pele com tudo, né? Mas com um bebê de 1 ano e 8 meses parece que tudo aumenta. Medos, insegurança… Como vc passou por tudo isso, sem afetar a sanidade? rs. Me conta por favor.
Abraço, G.

Querida G. e queridas leitoras navegantes do mesmo barco,

Sempre temos a impressão que a grama do vizinho é mais verde que a nossa. Sempre achamos também que as outras mães do mundo são mais felizes, mais calmas, pacientes, amorosas e organizadas do que nós mesmas, principalmente quando as conhecemos via Instagram e blog, onde tudo é tão bonito e radiante…

Arrisco dizer que a vida de uma mãe simples mortal fora dos holofotes do Iphone e androids da vida é igual à de todas as outras: difícil, cansativa, com momentos de pirar na batatinha e momentos de pura alegria e contentamento, que se intercalam de maneira contínua e nem sempre igual – há dias em que a gente surta mais, há dias em que a gente curte mais. Em quase todos eles, você respira aliviada quando as crianças finalmente adormecem. E assim vamos levando. É assim com um filho, será assim com dois.

A verdade verdadeira é que quando a tropa aumenta, a bagunça é maior, mas não muito. Difícil mesmo é o baque do primeiro filho, que quebra com sua rotina, com o dia a dia da casa, muda a estrutura familiar, os programas do casal, etc. Quando o segundo filho nasce, você já está numa dinâmica de cuidar de uma criança, o que conta muito a favor da sua sanidade psicológica, rs. Claro que você terá de desenvolver outras habilidades, como balançar o carrinho com o pé para um dormir enquanto dá papinha para a outra (clássico), dar o peito para um com o outro pendurado no seu pescoço ou saber lidar com a sintonia de duas crianças berrando simultaneamente (algo sempre difícil pra mim até hoje, principalmente pela madrugada). Mas de uma maneira geral, você é capaz de dar conta.

Dará conta do recado muito mais facilmente se tiver ajuda, isso sem sombra de dúvidas. Com uma mãe ou sogra por perto, por exemplo, estou pra dizer até que você tira de letra. Se não tiver ajuda, vai na raça mesmo que no fim da tudo certo. Quando o Alfonsinho era recém-nascido, ficar sozinha com os dois pra mim era o apocalipse. Apesar de minha mãe ter sido muito presente, infelizmente fiquei sozinha com os dois mais vezes do que gostaria. E olha só, sobrevivemos. Passou.

Querida G., você não vai chorar pra sempre. Hoje dificultamos muito as coisas, pensamos demais nos problemas, nos preparamos demais para as situações. Lembre-se das mulheres de antigamente, que tinham um filho atrás do outro, faziam o serviço de casa, cozinhavam, costuravam e sabe lá Deus que mais. Elas conseguiam, oras. Por que raios nós não conseguiremos?

Será que era uma loucura para elas também? Acho que sim. Outro dia li uma frase no Instagram que era algo mais ou menos assim: “Ter filho é uma loucura. E se pra você não é, talvez esteja fazendo algo errado”. Quanto mais reflito sobre essa frase, mais percebo o quanto ela é verdadeira. Fazer a coisa direito dá um trabalho do cão. Tem dias que eu me sinto uma mera cuidadora de criancinhas. Poxa vida, eu sempre adorei minha profissão, sair pra trabalhar, trabalhar até tarde. De repente, ver que meu dia se resume a trocar fraldinha, dar papinha, apaziguar choros, fazer dormir, trocar fraldinha, dar mamá, apaziguar choros, fazer dormir. Afe, quanto desperdício de minha capacidade intelectual. Mas será que é por aí?

Depois, quando fico mais tranquila (leia-se: as crianças dormem) eu volto a pensar nisso. Aliás, é no que tenho pensado com frequência ultimamente. Minha conclusão tem sido que a maternidade é uma fase importante da vida. Criar filhos tem um valor incalculável, e nós deveríamos nos orgulhar de estar exercendo esse papel – que não vai durar pra sempre. Quando estou muito estressada com as crianças, fico pensando como eu estaria se estivesse passando o dia no emprego. No meio do alvoroço, imaginar uma paisagem sem filhos parece melhor do que qualquer coisa, claro, rs. Mas um emprego também tem suas dificuldades, cansaços, seus desafios, suas decepções, frustrações e seus estresses. Afinal concluo que ser mãe não é muito diferente de ter um emprego. E se num emprego nos esforçamos pra fazer bem, pra fazer melhor, por que não o faríamos também em casa com as crianças? Quando faço esse exercício mental, de alguma maneira passo a exercer minha função de mãe com mais tranquilidade.

Já comentei por aqui que adoro papear com gente mais velha. Principalmente as que são mães. Até hoje, não encontrei nenhuma que não tenha dito: “Ah essa fase passa tão rápido… Eu morro de saudade da bagunça que era minha vida quando meus filhos eram pequenos”. Por que será que elas sentem tanta saudade? Será porque a maternidade foi mais fácil pra elas? Duvido muito. Não sei qual é a resposta, mas talvez tenha a ver com o fato de que só depois de um tempo conseguimos perceber a beleza e a grandiosidade de algumas coisas. Talvez seja parecido ao fenômeno do esquecimento da dor em um parto normal: quando a gente está lá parindo, nada mais importa a não ser a dor que a gente está sentindo. E aí o bebê nasce, aquela emoção toma conta de você… e meses depois você já nem lembra que sentiu dor. Pensa no parto como uma aventura incrível e linda que fará parte de sua história para sempre.

Acho que quando Mabi e Alfonsinho estiverem crescidos, também não me lembrarei das “dores” dos primeiros anos de vida deles, da mesma forma como não me lembro das dores do parto de cada um, apenas da alegria que senti ao vê-los pela primeira vez. Quando eles crescerem, me lembrarei da bagunça boa, da farra, de como eles eram fofos e queridos. De como eu fui forte e dei o melhor de mim. Com direito a lágrimas, mau humor, ataques de fúria, bronca exagerada e muitos berros, isso é verdade. Mas que, por favor, o nosso “melhor” nunca seja subestimado. E que nada nem ninguém nesse mundo tire de nós o valor que temos, que tivemos e que sempre teremos.

Com carinho e um forte abraço,
Sofia

7 Conselhos para criar um blog de maternidade

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Queridas leitoras,

Eu tardo mas não falho, rs. E cá estou eu aqui novamente para compartilhar minhas filosofias com vocês! ♡

Esses dias recebi um e-mail da Samara, uma leitora das antigas, querendo conselhos sobre criar um blog de maternidade. Ela, assim como muitas das que estão lendo este post, tem filho pequeno, deixou de trabalhar, mas queria fazer algo útil – e de preferência que se tornasse um negócio rentável.

A Samara não foi a primeira a me pedir dicas sobre criar um blog de maternidade, então resolvi transformar a resposta ao email dela em um post. Espero que seja útil e que vocês gostem!

Com carinho,
Sofia

O começo de qualquer blog não é fácil

Os primeiros posts são tímidos e você provavelmente vai se sentir uma tonta em escrever pra você mesma. Mas lá pelo quinto post a coisa engrena, você vai ficando mais à vontade e o texto flui melhor. Leva um tempo até alcançar um bom número de visitantes, e um tempo maior ainda até que estes visitantes comecem a comentar. Lembre-se que uma parcela bem pequena dos leitores comentam. E o fato de não receber comentários não significa que você está falando com as paredes.

Constância, objetividade e criatividade

Um blog bom tem de ser atualizado semanalmente, no mínimo duas vezes. Um post gostoso de se ler é curto, e não uma bíblia. Se estiver em tópicos, melhor ainda. Um título bom é aquele que atrai o leitor logo de primeira. Então, seja criativo e um pouquinho sensacionalista. É assim que a linguagem de internet funciona. (Se você for meu leitor constante perceberá que eu não tenho colocado em prática os dois primeiros conselhos. Escrevo raramente no blog e, quando o faço, sai um texto gigante. Tudo bem, estou ciente disso.)

Fotos lindas, por favor

Um blog é feito de imagens, e não importa o post que você escreveu, ele precisa de uma foto maravilhosa. Não é fácil encontrar, eu às vezes perco mais tempo procurando foto do que escrevendo o texto.

Blog profissional ou amador?

É possível ter um blog bom, bem feito e bonito sem ter de pagar para uma agência de publicidade ou um programador? É sim. Mas você vai precisar de um mínimo de conhecimento para trabalhar com as ferramentas de personalização que as plataformas oferecem. A alternativa simples é escolher um modelo de layout pronto e não inventar moda. A alternativa complicada é fuçar em tutoriais online, aprender e fazer tudo sozinha, como eu fiz. A alternativa cara é contratar uma agência de publicidade. A alternativa mais barata é contratar uma empresa de confiança no site Elance.com, que por um preço muito acessível consegue te entregar um blog profissional do jeito que você quiser. (Essa é a dica mais quente do post, vejam bem).

Prepare-se para a exposição

Os blogs de mais sucesso são aqueles cujas autoras expõem grande parte de suas vidas e experiências, de seus costumes e hábitos. Quanto mais pessoal um blog, mais cativante ele será. Esse é o propósito de um blog – que a autora trate de seu universo particular, que seja um relato de suas experiências em determinado assunto. Isso torna o texto muito bacana, tanto para quem escreve como para quem lê. Mas é importante considerar também o fator exposição. Até que ponto você está disposta a expor seu cotidiano, suas histórias, suas fotos? No meu caso, não vejo problemas em compartilhar algumas experiências de minha vida de mãe. Vez ou outra coloca fotos de meus filhos e de minha família no Instagram. Mas é uma exposição bastante calculada – e um número de seguidores e visitantes bem humilde, vamos combinar, então tudo bem. No entanto, vejo mães que compartilham absolutamente tudo de suas vidas com os leitores e seguidores do blog e do Instagram. Eu particularmente adoro acompanhar as fotos e os relatos de algumas delas – mas não quero o mesmo para mim e para minha família. Então, pense o quanto você quer mostrar de seu universo particular antes de que seu blog se transforme em um fenômeno.

Desperte seu tino para negócios

Criei o blog com a intenção de fazer dele um negócio. Comecei aos poucos e até que vislumbrei um futuro promissor – mas como qualquer outro negócio, não sai do lugar se você não insistir, insistir e insistir. No meio dessa insistência toda, descobri que não sou boa vendedora. Não sei vender, não gosto, não dou pra coisa. Decidi então continuar com o blog por puro amor à causa, em respeito e agradecimento a minhas leitoras e aos emails e comentários carinhosos que recebo, mas sem fazer dele uma prioridade em minha vida. Não sei, portanto, como ficar rica com um blog. Eu mesma nunca fiquei, hehe. Mas acredito que, como qualquer outro negócio, o segredo está em acionar seu botãozinho de empresária vendedora e sair atrás de parceiros e fornecedores. Faça um midia kit, exponha o que de melhor seu blog tem e venda, venda, venda. Vai atrás, mande muitos emails por dia.

Aproveite o conhecimento compartilhado

A internet é uma coisa maravilhosa. Aproveite, então, tudo o que ela tem e aprenda com os vários tutoriais, post e artigos que estão disponíveis ao alcance de qualquer um. Faça uma busca no Google em inglês, por exemplo, de: “How to create a successful blog“. Você vai encontrar uma série de artigos e posts bacanas de gente com currículo respeitável.

Divisão de tarefas: até onde pode e deve ir a ajuda do marido

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Acho que eu sou uma pessoa meio morna. Geralmente não me enquadro em nenhum dos extremos das definições sociais, culturais, comportamentais e outras “ais” que existem. Na maioria delas, fico no meio do caminho. Por exemplo, não sou defensora do feminismo, mas tampouco apoio a dominação masculina proposta pelo machismo – embora feminismo e machismo não sejam conceitos opostos, como bem explica esse artigo da Carta Capital. Compactuo com algumas ideias aqui, outras ali… e acabo concluindo que não sou nem isso e nem aquilo, então continuo não sendo nada. O que por mim está ok. Não sendo louca, estamos no lucro.

Quando se trata de divisão de tarefas entre marido e mulher, no entanto, fico mais pro lado dos homens. Sorte a do meu marido, talvez, mas quanto mais o tempo passa, meus filhos crescem e meus anos de casada aumentam, mais eu sou a favor de respeitar as distinções existentes entre os dois sexos e aceitar que algumas coisas foram feitas para mulheres, outras para os homens. O que não significa que se o homem lavar a louça ou a mulher sustentar a casa a harmonia familiar corre sério perigo. Aqui em casa já passamos por um período em que quem ganhava dinheiro era eu, com meu trabalho, enquanto meu marido, que largou seu país pra ficar comigo, dava seus primeiros passos de empresário no Brasil. O tempo passou, os filhos nasceram, e os papéis se inverteram. Hoje quem trabalha é ele, e eu cuido das crianças e tento criar um negócio próprio no tempo que me sobra (a linda e maravilhosa ALF&mabi Posters Exclusivos)

Quem me convidou a falar sobre esse assunto foi uma leitora do blog, a Alessandra, depois de ler o post “Cinco conselhos de uma mãe de cinco“, em que minha cunhada Beatriz defende que o pai tem de ajudar, mas não fazer tudo. Para ela, esse é o papel da mãe. Quando Mabi nasceu, eu e Javi nos dividíamos entre praticamente todos os cuidados com ela. Foi um período de bastante discussão, na verdade. Eu sempre terminava achando que era capaz de fazer melhor que ele. Ele se magoava comigo, claro, afinal sua única intenção era ajudar. Com o Alfonsinho foi diferente. Eu era a “chefa” que fazia tudo, e ele me auxiliava quando precisava e o solicitava, nos momentos em que estava em casa, pois neste período ele já estava trabalhando fora e não esteve tão presente como foi nos primeiros meses de Mabi. E não é que deu mais certo?

Javi é um super pai. Desses que dá banho, troca fralda, dá papinha, passeia, faz dormir e o que mais for preciso. Não há nada de que ele não seja capaz, e confio plenamente em suas capacidades cuidadoras. A diferença entre nós, basicamente, é que eu estou no controle. Ele não sabe, por exemplo, qual será o almoço das crianças e nem que horas elas devem merendar, se tem laranja lima pra fazer o suquinho da manhã, se a fralda está acabando ou se o uniforme da escola está limpo para mais um dia de aula. Ele não leva e não busca na escola (quer dizer, às vezes me acompanha à pé e fazemos um passeio em família juntos, mas não tem essa obrigação), não lê os bilhetes da professora, não sabe quando será a próxima vacina e acho que nem o telefone da pediatra. Minha cabeça é uma maquininha de supermercado, que funciona sem parar, computando o que entra e o que sai de casa, o que eu preciso fazer, comprar, arrumar, buscar, levar, pegar, devolver, providenciar. Não é que seja difícil, mas cansa.

Essas funções são minhas e sempre serão, independente de eu estar trabalhando ou não. É justo? Não sei se compensa levar este questionamento a um campo tão filosófico assim. Aqui em casa é como fazemos e pronto. E não, eu não quero dividir essas tarefas com meu marido, obrigada. Não que ele não seja capaz, mas entendo como atribuições minhas. Outro dia eu brinquei com ele que na próxima vida eu quero nascer homem. Ele deu uma risada meio amarela, talvez levemente ofendido, porque era fim de semana e ele estava completamente disposto a me ajudar no que precisasse. Aí ele falou: “O que você quer que eu faça? Você manda, eu faço”. Eu respondi: “O que eu queria mesmo é parar de mandar uns dias.” Ok, estava de TPM, mal-humorada, um pouco insuportável. Mas é isso: estar no controle é uma função cansativa.

Pior do que ter que mandar é ficar sem ajuda, é ou não é? Então meu conselho é você aceitar que você é a mãe, e a mãe sempre faz mais pelo filho, e esse papo de igualdade é furado. Pois é, c’est la vie. Quanto antes aceitarmos isso, menos conflitos aparecerão. Dito isto, meu segundo conselho é estabelecer algumas funções para o pai – que não é porque ele é homem que vai ficar só no bem-bom. Quem pariu Mateus que o embale, já diria minha mãe.

Aqui elenco algumas atividades que podem muito bem ser atribuídas ao pai:

  • BANHO: aqui em casa quase todo dia quem dá banho é o Papi. Mamãe separa o pijama, tira roupa, deixa tudo esquematizado. Mas o papi fica lá, enquanto eu aproveito o tempo pra ir organizando o jantar.
  • BUSCAR NA ESCOLA: se os horários coincidem, acho ótimo.
  • LEVAR NO PARQUINHO PELAS MANHÃS: de sábado ou domingo, o Javi sai pra passear com as crianças e eu tenho uma manhã de folga. Embora eu fique com pena de estar perdendo um momento em família, é sempre bom ter umas horas só pra mim.  
  • REVEZAMENTO NA MADRUGADA: se o bebê acorda mais de uma vez pela madrugada, pense na possibilidade de cutucar o maridão pra te ajudar na empreitada. Ele vai ter que trabalhar com sono no dia seguinte? Pois é, ter filho é isso. Aqui em casa sempre fizemos assim: 65% das vezes vou eu, 35% vai o Javi. Agora não mais porque ele pega estrada todos os dias, então eu resolvi dar uma colher de chá pra ele. 
  • PREPARAR A MAMADEIRA: parece bobagem, mas é sempre uma ajuda bem-vinda. 
  • PREPARAR A BOLSA DE PASSEIO: outra besteirinha, mas se é pra colocar o pai pra trabalhar, oras, então vamos lá. Em casa o Javi é o fazedor das bolsas – sempre sob meu comando, claro. Enquanto eu troco as crianças, peço pra ele ir fazendo a bolsinha, e assim saímos mais rápido. Já aconteceu várias (várias mesmo) vezes de chegarmos a um lugar e não ter chupeta na bolsa, ou ele usar a mamadeira de suco pra colocar o leite. Mas nada muito grave. 
  • LEVAR PRA VER A LUA: fazia parte do nosso ritual da noite. Mabi e papi iam juntos ver a lua, dizer boa noite para as estrelas, antes de que eu a levasse pra cama. São coisas que a medida que os filhos crescem deixamos de fazer, mas esses momentos ficam pra sempre na lembrança dos pequenos.
  • CONTAR HISTÓRIA: o Javi não faz, mas meu pai fez comigo e com minhas irmãs por toda nossa infância. Apesar de trabalhar fora de casa o dia inteiro, sabíamos que à noite ele contaria um de seus “causos”. Adorávamos esse momento – e acho que minha mãe também, hihi.

Cinco conselhos de uma mãe de cinco

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Quando algumas pessoas falam, acho que a gente tem que parar pra ouvir. Não todas, mas algumas valem a pena. Essa tem sido minha filosofia de vida desde que meus filhos nasceram. Adoro um palpite de gente experiente sobre como devo fazer isso ou aquilo com as crianças. Há quem odeie, mas eu aceito essa interferência externa com gratidão. Adoro saber a dinâmica de outras mães e sempre que tenho uma brecha dou um jeito de tentar tirar delas respostas para algumas perguntas que de vez em quando me azucrinam.

Quando vejo uma mãe tranquila, carinhosa, bem vestida e com filhos educados, adoraria poder saber como ela faz pra ser assim, quando eu de vez em quando mais pareço uma bruxa aloprada. Ou então quando vejo uma família feliz no restaurante, com as crianças comendo à mesa de maneira aceitável e os pais conversando sobre temas de gente grande, minha vontade é sentar junto, pedir licença, e suplicar para que alguém me ensine como é que se faz isso, porque eu quero e preciso fazer também. Quando existe essa brecha, eu e minha incrível habilidade jornalística investigativa entram em ação.

Minha última vítima foi Beatriz, minha cunhada. Um breve currículo dela: espanhola, professora de história e geografia, diretora do colegial de uma escola em Madrid, vai começar a fazer um mestrado mês que vem, tem cinco filhos (C-I-N-C-O), é linda, loira e magra. Podia parar por aqui, mas vou fornecer mais dados, pra vocês entenderem por que, numa bela tarde de sol, eu a obriguei a sentar-se comigo no sofá e falar por quarenta minutos como e o que ela fazia pra conseguir. Conseguir trabalhar fora de casa, conseguir ter uma vida social ativa com o marido, conseguir que os filhos sejam educados, adoráveis, obedientes, carinhosos com os pais e unidos entre si, conseguir passar um dia inteiro falando de qualquer outro assunto que não sejam seus filhos, conseguir manter a vaidade e o bom humor numa proporção bem mais elevada que a minha e de muitas outras mães que conheço – disse proporção porque, claro, como qualquer outro simples mortal, ela também tem seus dias de desleixo e cara virada. Enfim, conseguir essa façanha. Pra mim, o maior feito dela é não ter permitido que a maternidade tomasse conta de sua vida, e fazer isso sem interferir na sua capacidade de ser boa mãe.

Queridas leitoras, aqui está tudo o que consegui extrair de Bea, minha querida cunhada:

Criar um filho é mais fácil do que parece

Com o primeiro filho, você dá o seu melhor e tenta fazer tudo o que está a seu alcance pra ser uma boa mãe. Com o segundo também, assim como com o terceiro. Mas aí você percebe que fazia várias coisas exageradas, sem necessidade, que só te fazem perder a objetividade. Ser objetiva é algo que se consegue com experiência e tem a ver com confiar em seu instinto de mãe. Hoje percebo que se pode ter mais tempo com cinco filhos do que com um. O primeiro filho é sempre mais difícil, afinal ele rompe com sua rotina e com sua vida. O quinto filho entra numa dinâmica familiar que já está definida, então é só ajudá-lo a se adaptar ao esquema da casa.

Em primeiro lugar, seu marido

A chave aqui é tentar não ser uma mãe obsessiva. É preciso saber frear a vontade que temos de ser muito cuidadosa e querer fazer tudo, respeitar também o espaço da criança e cuidar para que ela não esteja sob um protecionismo exagerado. Feito isso, voltar-se a seu marido, que é seu companheiro e a razão de você ter formado uma família. Que ele divida com você os cuidados com as crianças, mas não tudo. Algumas funções são da mãe e é importante fazer essa divisão.

Confie no seu instinto

{Aqui, lhe perguntei sobre como lidar com o nascimento de um primeiro filho}
Não é necessária tanta teoria. Saiba observar e tomar uma decisão sua, confiando em seu instinto. Quando nasce o primeiro filho, é importante ter muita paciência. É preciso passar pela dificuldade dessa fase – e ter muito claro que é período duro que começa e que termina. Aceite ajuda e use esse tempo para descansar. Quando se está esgotada, tudo parece pior.

Educar é o mais difícil

Muito mais que a gravidez, ou que o primeiro mês de um recém-nascido. Educar uma criança é uma função que exige da mãe esforço o dia inteiro, sete dias por semana. Pra mim, a chave é estabelecer algumas normas e saber diferenciar as normas que tenham fundamentos das normas básicas do cotidiano, que facilitam a vida da mãe e colocam ordem na casa, mas não são tão fundamentais quando se pensa na educação de uma criança. Por exemplo: não mentir, respeitar as pessoas, os irmãos, as coisas de cada um – essas normas são fundamentais e devem ser cumpridas sem exceção. Ter horário pra dormir, fazer os deveres de casa, escovar os dentes, organizar o quarto – essas regras são importantes, funcionam e tranquilizam a mãe, mas ensinar isso a um filho pra mim não é tão importante quanto ensinar valores que formam a base de uma pessoa.

Buscar sempre a parte positiva

Ser mãe é passar o dia chamando a atenção, pedindo, ensinando, dando bronca. E com isso a tendência é ficar mal humorada diariamente. É preciso fazer um esforço pra aproveitar os filhos, ver a parte boa e positiva de um momento, de um programa ou de uma situação, e não se deixar tomar pela parte chata da coisa. Porque… é um “coñazo” (termo em espanhol cuja tradução não literal poderia ser “pé no saco”. Hihi. É mesmo).

Sobre filhos, carreira…e posters ;)

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Queridas, adoradas, salve salve leitoras.

Eu morro de saudades do blog. Vocês também morrem de saudade de mim? Espero que sim. Depois que a gente tem dois filhos, acabamos deixando de lado algumas coisinhas. Fazer unha é uma delas. Atualizar o blog pessoal é outra. Se o blog me fizesse rica, aí seria outra história. Mas não deixa, então fazer o quê?

Vim aqui pra contar uma novidade. Pela segunda vez, eu decidi inventar moda e lançar (tentar, melhor dizendo) um novo negócio. É, eu sei, já vim com esse papo aqui antes (lembram do meu site de compra e venda de artigos infantil usados? Então, ele não virou nada), mas nessa vida a gente não pode deixar de tentar. É ou não é? Então vou contar minha história.

Pra quem não sabe, eu sou jornalista. Trabalho desde meu segundo ano de faculdade. Sempre amei trabalhar, e era dessas que chegava cedo e era a última a sair do escritório. Estava feliz da vida com minha profissão e com os passos que estava dando na minha carreira. Aí comecei a trabalhar numa empresa espanhola, que me mandou pra Espanha para um treinamento, lá eu conheci um espanhol…e tudo mudou :)

Até a Mabi completar um ano e meio eu continuei trabalhando em escritório. Adorava ter umas horas do dia longe de casa, da minha função de mãe, com a cabeça voltada em outras coisas. Aí engravidei do Alfonsinho. E logo depois que ele nasceu, a empresa, que estava indo bem mal das pernas (crise espanhola, minhas caras), promoveu um corte de funcionários e eu estava no meio.  A história é longa, mas esse é o resumo. E desde então não trabalhei mais em empresas.

Vamos ser realistas? O mercado de trabalho não é nem um pouco amigável com funcionárias mães. No meio jornalístico, pelo menos, não existe você colocar sua bolsinha debaixo do braço e se despedir dos colegas de trabalho às 18h em ponto. Nos meus tempos de redação, sair depois das 20h era o normal de todo dia. Aliás, antes disso era mau-visto. Mas quem é que pode chegar em casa tão tarde quando se tem filhos?  Seja pra buscar na escolinha ou pra liberar a babá, que não pode extrapolar o número de horas semanais de trabalho porque senão você está infringindo as leis trabalhistas. E aí você tem de escolher: ou trabalha até tarde pra ser uma boa funcionária ou dá de louca, levanta e vai embora no seu horário porque tem compromissos com sua família. Eu escolhi ser uma funcionária ruim, dessas que diz “sinto muito, tenho que ir pra liberar minha babá”. Não deu certo, fui mandada embora na primeira oportunidade. Decidi então que ficaria sem trabalhar por um período, até poder me dedicar novamente ao trabalho do jeito que gosto de fazer. Mas nesse meio tempo, inventei de fazer outras coisinhas. Hihi.

Um belo dia, resolvi que queria um pôster pra decoração do quarto da Mabi e outro pro do Alfonsinho. Procurei em vários sites e lojas e não encontrei nada bacana. Tudo que é pra criança tem esse ar excessivamente infantil. Por que isso, minha gente? Como o design gráfico é minha paixão, decidi eu mesma fazer um pôster pro quarto deles. Pra Mabi de ursinhos, tema que predomina na decoração do seu quarto. E pro Alfonsinho de cavalos vintage, pra combinar com o estilo meio country do quarto dele. Ficou assim:

decoracao-quarto-crianca-poster

decoracao-quarto-bebe-poster-cavalos-menor

Não sei vocês, mas eu achei tão lindo, tão lindo, que resolvi fazer disso um negócio. E assim surgiu a….ALF&mabi: minha lojinha online onde vendo pôster personalizados para decoração do quarto do bebê e da criança nos mais variados temas.

O site acabou de ficar pronto, e eu vim direto contar a novidade em primeira mão aqui no blog.


alf-mabi

É por isso que tenho estado meio ausente aqui do blog. Ando ocupada desenhando pôsters fofos :)

Convido vocês, queridas amigas, a conhecerem o site da ALF&mabi e também o Instagram, onde vou publicando novidades e mostrando os bastidores do meu trabalho. Espero que gostem e espero que essa minha nova invenção dê certo :)

www.alfmabi.com.br
@alfmabi

Com carinho,
Sofia

 

Tirando as fraldas de Mabi: a missão

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Vou te contar um segredo: cada vez que pensava que um dia teria que começar o processo de tirar as fraldas da Mabi, me dava uma preguiça louca. Já tenho trabalho suficiente com esses dois, e ter de limpar escapadas de xixi no chão era tudo o que não queria. Mas uma hora ou outra esse dia chegaria. E chegou. Pra dizer a verdade, está sendo bem tranquilo. Então resolvi contar pra vocês como foi a coisa aqui em casa.

Tempos atrás, se eu tivesse de começar a tirar as fraldas de um filho, eu teria pesquisado sobre os melhores livros dos especialistas mais conceituados que ensinam as técnicas mais infalíveis de como tirar as fraldas da criança sem trauma, choro, sujeira ou bagunça. Mas eu mudei, sabe. Primeiro porque não tenho muito tempo nem de ir à livraria pra comprar qualquer coisa, quem dirá pra sentar e ler tranquilamente. Segundo porque, quando consigo ter um tempo pra ler, definitivamente não quero saber de temas relacionados ao universo de criancinhas (pois é, vou te contar outro segredo: eu canso às vezes. Hihi). E terceiro porque…peguei bode de gente me falando o que e como eu tenho de fazer com meus filhos. Essas teorias são todas muito bem fundamentadas, mas já passei muito perrengue tentando colocar algumas delas em prática e perceber, depois de muita briga, choro e estresse, que simplesmente não funcionam com meus filhos.

No caso das fraldinhas, resolvi me informar sobre procedimentos técnicos com outras mães que já tiraram as fraldas de seus filhos. Perguntei pra minha mãe, que já tirou fralda de quatro, pra minha vizinha, cuja filha é mais nova que Mabi e já usa o vaso sanitário há uns bons meses, pra minha cunhada Gabriela, que me contou que com sua filha Adriana foi tudo muito tranquilo. Perguntei para mais um monte de gente, me lembrei de algumas entrevistas que fiz com psicólogos e pediatras na época em que eu trabalhava na Revista Pais e Filhos e vira e mexe tinha de escrever uma matéria sobre “Como tirar as fraldas de seu filho numa boa e sem estresse”, e resolvi então por a mão na massa e começar a tirar as fraldinhas de Mabi. Estamos nessa há um tempinho considerável, progredindo a cada dia. Hole ela já fica o dia todo sem fraldinha. Coloco a fralda à noite, mas percebo que todo dia ela se desperta com a fralda seca. Estamos indo bem :)

Divido com vocês, queridas leitoras, minha experiência sobre o desfraldamento de Mabi e minhas percepções do que tem funcionadxo por aqui. Se alguém tiver mais dicas das boas pra compartilhar, manifeste-se nos comentários! ;)

Começar na hora certa

Essa dica é velha e sabida: pra criança, despedir-se das fraldas representa um desafio que envolve uma série de aprendizados. Pode parecer fácil pra gente, mas para os pequenos não deve ser moleza aprender a controlar o esfíncter e verbalizar a cada vez que querem ir ao banheiro. Então, começar a tirar as fraldas no meio de alguma grande mudança de vida, como nascimento de irmão, por exemplo, é fria. Quando Mabi estava próxima de completar dois anos, resolvemos mudar de cidade. Apesar de ela já começar a mostrar interesse no vaso sanitário e no protetor de assento colorido que eu havia comprado pra ela meses atrás (falo disso mais abaixo), eu quis segurar o processo, pois sabia que viria pela frente uma mudança de casa e também de escola. Esperei até que ela estivesse bem acostumada à nossa nova vida: ambientada na casa nova, indo confiante e tranquila para a escolinha. Quando comecei o processo de desfraldamento com força total, ela tinha 2 anos e 3 meses. Antes disso, só ia despertando o interesse dela.

Devagar e sempre

Primeiro, comprei um protetor de assento bem porcaria numa loja tipo R$ 1,99. Ele é colorido e com figuras. Deixava no banheiro, assim como quem não quer nada. De vez em quando, a Mabi via e perguntava o que era aquilo. Eu dizia que era pra ela fazer xixi no vaso, igual a mamãe faz. Ela, toda animada, dizia que queria fazer. E aí íamos: eu encaixava no vaso, tirava sua fraldinha e quando ia colocá-la sentada, ela dizia que não. Eu não insistia e acabava o assunto. Depois de um tempo, comecei a falar desse assento antes do banho, toda vez que ela estava sem roupa, pronta pra entrar na banheira. “Vamos fazer xixi igual a mamãe?” Às vezes ela sentava, mas não conseguia parar quieta nem por vinte segundos. Outras vezes não queria nem sentar. Eu ia deixando. Com o passar do tempo, fui insistindo pra ela se aquietar no vaso, pra escutar o barulho do xixi saindo. Ela ficava quieta dez segundos, não vinha barulho nenhum, e desistia. Levou tempo até que ela fizesse o primeiro xixi ali…mas fez.

Atenta aos sinais

Aí chegou uma época que estava tudo certo. A casa nova já não era novidade, tampouco a escola. Falar nunca foi problema, porque a Mabi é uma matraquiinha há muito tempo. Comecei a perceber que sua fraldinha ficava seca por longos períodos (o que significa que ela já tinha aprendido a segurar o xixi). Muito bem, sendo assim, com um pouco de preguiça, decidi que era hora de tirar a fralda dela.

A chegada do peniquinho musical

Um belo dia vovó resolveu nos fazer uma visita e passar alguns dias em casa. Eu aproveitei a deixa e começar oficialmente a tirar a fralda de Mabi. Eu e vovó fomos numa loja infantil e compramos o penico mais mequetrefe e colorido disponível, com um botão que acionava uma musiquinha enlouquecedora. Fizemos a maior festa pra apresentar o novo Penico da Mabi: o local onde, a partir de agora, ela faria xixi e cocô. Pra ela foi uma farra, achou tudo aquilo o máximo e se aventurou a sentar no seu peniquinho várias vezes ao dia, muito embora não saísse xixi nenhum. Demorou uns dois dias até que ela conseguisse sentar e “liberar” o xixizinho sob seu comando. Nesse meio tempo, usava aquelas fraldas tipo calcinha, com elástico lateral, que dá pra tirar e por mais facilmente. No começo, a levava pra fazer xixi algumas vezes ao dia, mas sem muita neura, só pra ela ir se acostumando. Depois de um tempo, intensifiquei a coisa e comecei a levá-la ao banheiro a cada meia hora.

Nem tudo são flores

Meia hora antes de eu escrever essa linha estava limpando um xixi que Mabi fez na cozinha. Percebo que ela se sai muito bem e conseguimos passar um dia inteiro sem acidentes de percurso, desde que eu fique levando-a ao banheiro a cada certo tempo. Se dou uma bobeada e não falo nada por mais de quarenta minutos, é xixi na certa. Estou confiante de que é uma etapa, e que o próximo passo é ela aprender a pedir ou ir sozinha a seu penico quando tiver vontade. Dizem que a própria criança começa a se incomodar de se molhar com o xixi. Então, estou esperando essa evolução acontecer. Tento não ficar brava quando o xixi escapa, afinal ela está aprendendo. Mas confesso que tem vezes que eu não consigo segurar o mal-humor de ter de limpar um tapete sujo de xixi ou trocar uma roupa limpinha que eu tinha acabado de colocar…e acabo falando com mais autoridade do que gostaria. Mas tudo bem, logo passa e eu retomo a calma. rs. Ninguém é de ferro, né?

O número 2 é mais complexo

Quem me falou isso foi a professora da Mabi, que a parabenizou por estar indo ao banheiro com seus amigos de maneira exemplar. Segundo ela, aprender a fazer xixi no vaso é mais fácil do que o cocô, que leva um tempinho a mais. Percebo que a maior dificuldade da Mabi é ficar quieta sentada no peniquinho esperando o cocô vir. O que tenho feito é sentar-me ao lado dela e contar uma história. (Haja paciência, pois é, mas fazer o quê?). Ela se distrai, relaxa e acaba dando tudo certo, rs.

Caixinha de brincadeiras entregue em casa

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Ter um blog me proporciona várias coisas boas. Uma delas é tomar conhecimento de empresas e ideias bacanas que talvez eu não ficaria sabendo se não fizesse parte da comunidade blogueirística maternal. Foi através do blog que eu conheci a Arte Surpresa, uma empresa criada pela simpática Juliana, que me procurou por email para que eu conhecesse a proposta de suas caixinhas de atividades.

Eu achei interessante, ela disse que me enviaria uma caixinha para que eu conhecesse e dali uns dias a caixinha chegou. Estou aqui pra falar dela, porque realmente eu fiquei encantada com o que recebi.

Funciona assim: você assina um plano, informa a idade das crianças e todo mês recebe em casa uma caixinha temática com atividades voltadas para os pequenos, com todo o material incluído e livrinhos ilustrados com instruções.

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A caixa de atividades que recebemos em casa foi essa da foto. Veio com proposta de pinturas feita com tinta caseira (de leite ninho com corante, achei o máximo!), e também brincadeiras com garrafinhas de plástico.

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Resolvi liberar a caixa de atividades pra Mabi em um dos jogos do Brasil. Convidei um casal de amigos que tem uma filhinha da mesma idade e montei um espaço de atividades pra elas na varanda de casa. Meu plano infalível era que elas ficassem bem quietinhas pintando enquanto nós, adultos, assistíssemos ao jogo.

Bem, não foi exatamente assim que aconteceu, porque quando me dei conta as duas estavam pintando uma a cara da outra (e se divertindo a valer, rs). O bom da tinta caseira que eles ensinam a fazer nesta caixinha é que ela sai com um paninho molhado. É leite! Então, sem grandes estragos.

Depois de uns dias, num domingo à tarde, decidi fazer mais uma sessão de brincadeiras com Mabi. Dessa vez, usamos as garrafinhas. E foi um tempo delicioso que passamos juntas. Eu, ela, papi e Alfonsinho. Enfeitamos as garrafinhas com fita adesiva, colocamos “brilho mágico” (lantejoula!) dentro delas, enchemos de água para dar vida ao brilho mágico. Com a cartolina que sobrou, decidimos brincar de criar figuras usando macarrão colorido e a fita adesiva. É bom pra criança receber atenção dos pais na hora da brincadeira, né? A Mabi estava nas nuvens. E o Alfonsinho… Bem, a diversão dele era atrapalhar a irmã, mas tá valendo :)

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Meu veredicto final foi que: adoramos muito a caixinha da Arte Surpresa. São atividades simples, com materiais que provavelmente você até já tem em casa, mas nem sempre temos a iniciativa de proporcionar esse tipo de brincadeiras para nossos filhos. Pelo menos em casa, quando sobra um tempo livre, costumo deixar Mabi e Alfonsinho com seus brinquedos e fazer minhas coisas, socorrendo aos dois de tempos em tempos quando escuto um chororô. Foi bom parar pra brincar com eles. E foi bom ter um livrinho de instruções com ideias de tudo o que você pode fazer com aqueles materiais, porque de vez em quando a criatividade de uma pobre mãe também pode se esgotar. rs.

Querida Juliana, obrigada pelo presente! Passei momentos deliciosos com meus pequenos :) Queridas leitoras, fica a dica. Altamente recomendável por esta fabulosa blogueira que vos fala.

www.artesurpresa.com.br
@artesurpresa

Beijo!
Sofia

 

 

 

 

Enxoval de bebê no Target – a loja americana que você não pode perder

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Eu sei que fazer o enxoval do bebê é um tanto quanto complicado. Acho que as mamães, principalmente as de primeira viagem, se sentem um pouco como as noivas. Quando você acha que já da pra ficar mais tranquila depois de meses de trabalho indo atrás de todos os mínimos detalhes, acaba lembrando que ainda não escolheu se as fitinhas dos bem-casados vão ser peroladas ou off-white.
E se pro casamento a gente quer tudo perfeito, imagine então pros filhos?

Sei que devido aos preços escandalosos do Brasil, muita gente vem fazer o enxoval  de bebê nos EUA. Além dos preços mais baixos, aqui temos um bilhão de opções. E isso eh ótimo, mas também acaba complicando mais, pois geralmente as pessoas têm um tempo limitado e ficar indo de loja em loja só atrapalha.

Pensando nisso resolvi dar a dica do Target, que é na verdade um supermercado, mais ou menos no estilo do Walmart. E assim como o Walmart, o Target vende de tudo, inclusive muitos (muitos mesmo!!) itens que estão na lista do enxoval do bebê. Sei que essa listinha é muito pessoal e assim varia bastante, mas sabe aqueles itens básicos que todo bebe vai precisar? Então… tem no Target.

Eu sempre vou, não só pra fazer as compras da semana, mas também porque minha mãe, avó postiça de 8 entre 10 bebês que nascem na minha cidade, já me “pediu” pra fazer vários mini enxovais ao longo desses meus 5 anos por aqui. Sempre que fico em dúvida, corro pra lá e acabo resolvendo todos os problemas, oops, enxovais, em um lugar só. E o que posso dizer é que você vai encontrar praticamente todos os itens indispensáveis pro enxoval do bebê com qualidade excelente e preços melhores ainda.

Tem carrinho, berço, roupa de cama, mil e um tipos de cobertores, roupa de banho, pomadas, remédios, fórmulas, fralda descartável, brinquedos, protetores de berço, baba eletrônica, mamadeiras, chupetas e roupinhas. Muitas roupinhas! Agora vamos às fotos que eu tirei essa semana no Target aqui da minha cidade.

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Carrinhos

Muitas opções e marcas diferentes. Os preços começam em 150 e o mais caro que eu vi quando estava lá era 290 dólares. Infinitamente mais barato que na maioria das lojas especializadas do Brasil. E tinham muitas marcas diferentes, inclusive Chicco e Graco.

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Babas eletrônicas

Estavam super em conta e tinham muitas opções também.

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Banho e Higiene

A parte de banho estava um caso a parte. Tinha uma quantidade incrível de banheiras, brinquedinhos pra distrair na hora do banho e toalhas. Com capuz, de super herói, de bichinho…todas muito macias. Nessa foto da pra ver quase todos os preços pra vocês terem uma ideia. E tinha também uma boa quantidade de shampoos, sabonetes e pomadas de marcas como Desitin, Mustela, Johnson’s Baby, etc.

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Roupas

As roupinhas são lindas. E eles sempre têm esses value packs igual ao da foto. São 5 bodies por 9,99.

Gostaram? É claro que ninguém completa enxoval em uma loja só e muito menos em uma compra só, mas me fala se não da pra matar vários coelhos com uma targetada só? Ah! E já aproveito pra deixar a dica de uma olhadinha também nas roupas de ginástica, nos pijamas e camisolas e nas roupas para gestantes.

Boas compras!!

Camila

camila-farhatENXOVAL DE BEBÊ NOS EUA
por camila farhat

Camila é advogada, casada com o Júlio e mora há quatro anos nos EUA. Adora moda e conhece todas essas lojinhas, shoppings e outlets pra se fazer compras nas principais cidades americanas. Ela é “A Correspondente Internacional” do Blog da Sofia sobre enxoval de bebê nos EUA, com dicas de comprinhas para as crianças, além de outras informações bacanas que só sabe quem mora lá.