Cinco conselhos de uma mãe de cinco

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Quando algumas pessoas falam, acho que a gente tem que parar pra ouvir. Não todas, mas algumas valem a pena. Essa tem sido minha filosofia de vida desde que meus filhos nasceram. Adoro um palpite de gente experiente sobre como devo fazer isso ou aquilo com as crianças. Há quem odeie, mas eu aceito essa interferência externa com gratidão. Adoro saber a dinâmica de outras mães e sempre que tenho uma brecha dou um jeito de tentar tirar delas respostas para algumas perguntas que de vez em quando me azucrinam.

Quando vejo uma mãe tranquila, carinhosa, bem vestida e com filhos educados, adoraria poder saber como ela faz pra ser assim, quando eu de vez em quando mais pareço uma bruxa aloprada. Ou então quando vejo uma família feliz no restaurante, com as crianças comendo à mesa de maneira aceitável e os pais conversando sobre temas de gente grande, minha vontade é sentar junto, pedir licença, e suplicar para que alguém me ensine como é que se faz isso, porque eu quero e preciso fazer também. Quando existe essa brecha, eu e minha incrível habilidade jornalística investigativa entram em ação.

Minha última vítima foi Beatriz, minha cunhada. Um breve currículo dela: espanhola, professora de história e geografia, diretora do colegial de uma escola em Madrid, vai começar a fazer um mestrado mês que vem, tem cinco filhos (C-I-N-C-O), é linda, loira e magra. Podia parar por aqui, mas vou fornecer mais dados, pra vocês entenderem por que, numa bela tarde de sol, eu a obriguei a sentar-se comigo no sofá e falar por quarenta minutos como e o que ela fazia pra conseguir. Conseguir trabalhar fora de casa, conseguir ter uma vida social ativa com o marido, conseguir que os filhos sejam educados, adoráveis, obedientes, carinhosos com os pais e unidos entre si, conseguir passar um dia inteiro falando de qualquer outro assunto que não sejam seus filhos, conseguir manter a vaidade e o bom humor numa proporção bem mais elevada que a minha e de muitas outras mães que conheço – disse proporção porque, claro, como qualquer outro simples mortal, ela também tem seus dias de desleixo e cara virada. Enfim, conseguir essa façanha. Pra mim, o maior feito dela é não ter permitido que a maternidade tomasse conta de sua vida, e fazer isso sem interferir na sua capacidade de ser boa mãe.

Queridas leitoras, aqui está tudo o que consegui extrair de Bea, minha querida cunhada:

Criar um filho é mais fácil do que parece

Com o primeiro filho, você dá o seu melhor e tenta fazer tudo o que está a seu alcance pra ser uma boa mãe. Com o segundo também, assim como com o terceiro. Mas aí você percebe que fazia várias coisas exageradas, sem necessidade, que só te fazem perder a objetividade. Ser objetiva é algo que se consegue com experiência e tem a ver com confiar em seu instinto de mãe. Hoje percebo que se pode ter mais tempo com cinco filhos do que com um. O primeiro filho é sempre mais difícil, afinal ele rompe com sua rotina e com sua vida. O quinto filho entra numa dinâmica familiar que já está definida, então é só ajudá-lo a se adaptar ao esquema da casa.

Em primeiro lugar, seu marido

A chave aqui é tentar não ser uma mãe obsessiva. É preciso saber frear a vontade que temos de ser muito cuidadosa e querer fazer tudo, respeitar também o espaço da criança e cuidar para que ela não esteja sob um protecionismo exagerado. Feito isso, voltar-se a seu marido, que é seu companheiro e a razão de você ter formado uma família. Que ele divida com você os cuidados com as crianças, mas não tudo. Algumas funções são da mãe e é importante fazer essa divisão.

Confie no seu instinto

{Aqui, lhe perguntei sobre como lidar com o nascimento de um primeiro filho}
Não é necessária tanta teoria. Saiba observar e tomar uma decisão sua, confiando em seu instinto. Quando nasce o primeiro filho, é importante ter muita paciência. É preciso passar pela dificuldade dessa fase – e ter muito claro que é período duro que começa e que termina. Aceite ajuda e use esse tempo para descansar. Quando se está esgotada, tudo parece pior.

Educar é o mais difícil

Muito mais que a gravidez, ou que o primeiro mês de um recém-nascido. Educar uma criança é uma função que exige da mãe esforço o dia inteiro, sete dias por semana. Pra mim, a chave é estabelecer algumas normas e saber diferenciar as normas que tenham fundamentos das normas básicas do cotidiano, que facilitam a vida da mãe e colocam ordem na casa, mas não são tão fundamentais quando se pensa na educação de uma criança. Por exemplo: não mentir, respeitar as pessoas, os irmãos, as coisas de cada um – essas normas são fundamentais e devem ser cumpridas sem exceção. Ter horário pra dormir, fazer os deveres de casa, escovar os dentes, organizar o quarto – essas regras são importantes, funcionam e tranquilizam a mãe, mas ensinar isso a um filho pra mim não é tão importante quanto ensinar valores que formam a base de uma pessoa.

Buscar sempre a parte positiva

Ser mãe é passar o dia chamando a atenção, pedindo, ensinando, dando bronca. E com isso a tendência é ficar mal humorada diariamente. É preciso fazer um esforço pra aproveitar os filhos, ver a parte boa e positiva de um momento, de um programa ou de uma situação, e não se deixar tomar pela parte chata da coisa. Porque… é um “coñazo” (termo em espanhol cuja tradução não literal poderia ser “pé no saco”. Hihi. É mesmo).

Sobre filhos, carreira…e posters ;)

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Queridas, adoradas, salve salve leitoras.

Eu morro de saudades do blog. Vocês também morrem de saudade de mim? Espero que sim. Depois que a gente tem dois filhos, acabamos deixando de lado algumas coisinhas. Fazer unha é uma delas. Atualizar o blog pessoal é outra. Se o blog me fizesse rica, aí seria outra história. Mas não deixa, então fazer o quê?

Vim aqui pra contar uma novidade. Pela segunda vez, eu decidi inventar moda e lançar (tentar, melhor dizendo) um novo negócio. É, eu sei, já vim com esse papo aqui antes (lembram do meu site de compra e venda de artigos infantil usados? Então, ele não virou nada), mas nessa vida a gente não pode deixar de tentar. É ou não é? Então vou contar minha história.

Pra quem não sabe, eu sou jornalista. Trabalho desde meu segundo ano de faculdade. Sempre amei trabalhar, e era dessas que chegava cedo e era a última a sair do escritório. Estava feliz da vida com minha profissão e com os passos que estava dando na minha carreira. Aí comecei a trabalhar numa empresa espanhola, que me mandou pra Espanha para um treinamento, lá eu conheci um espanhol…e tudo mudou :)

Até a Mabi completar um ano e meio eu continuei trabalhando em escritório. Adorava ter umas horas do dia longe de casa, da minha função de mãe, com a cabeça voltada em outras coisas. Aí engravidei do Alfonsinho. E logo depois que ele nasceu, a empresa, que estava indo bem mal das pernas (crise espanhola, minhas caras), promoveu um corte de funcionários e eu estava no meio.  A história é longa, mas esse é o resumo. E desde então não trabalhei mais em empresas.

Vamos ser realistas? O mercado de trabalho não é nem um pouco amigável com funcionárias mães. No meio jornalístico, pelo menos, não existe você colocar sua bolsinha debaixo do braço e se despedir dos colegas de trabalho às 18h em ponto. Nos meus tempos de redação, sair depois das 20h era o normal de todo dia. Aliás, antes disso era mau-visto. Mas quem é que pode chegar em casa tão tarde quando se tem filhos?  Seja pra buscar na escolinha ou pra liberar a babá, que não pode extrapolar o número de horas semanais de trabalho porque senão você está infringindo as leis trabalhistas. E aí você tem de escolher: ou trabalha até tarde pra ser uma boa funcionária ou dá de louca, levanta e vai embora no seu horário porque tem compromissos com sua família. Eu escolhi ser uma funcionária ruim, dessas que diz “sinto muito, tenho que ir pra liberar minha babá”. Não deu certo, fui mandada embora na primeira oportunidade. Decidi então que ficaria sem trabalhar por um período, até poder me dedicar novamente ao trabalho do jeito que gosto de fazer. Mas nesse meio tempo, inventei de fazer outras coisinhas. Hihi.

Um belo dia, resolvi que queria um pôster pra decoração do quarto da Mabi e outro pro do Alfonsinho. Procurei em vários sites e lojas e não encontrei nada bacana. Tudo que é pra criança tem esse ar excessivamente infantil. Por que isso, minha gente? Como o design gráfico é minha paixão, decidi eu mesma fazer um pôster pro quarto deles. Pra Mabi de ursinhos, tema que predomina na decoração do seu quarto. E pro Alfonsinho de cavalos vintage, pra combinar com o estilo meio country do quarto dele. Ficou assim:

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Não sei vocês, mas eu achei tão lindo, tão lindo, que resolvi fazer disso um negócio. E assim surgiu a….ALF&mabi: minha lojinha online onde vendo pôster personalizados para decoração do quarto do bebê e da criança nos mais variados temas.

O site acabou de ficar pronto, e eu vim direto contar a novidade em primeira mão aqui no blog.


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É por isso que tenho estado meio ausente aqui do blog. Ando ocupada desenhando pôsters fofos :)

Convido vocês, queridas amigas, a conhecerem o site da ALF&mabi e também o Instagram, onde vou publicando novidades e mostrando os bastidores do meu trabalho. Espero que gostem e espero que essa minha nova invenção dê certo :)

www.alfmabi.com.br
@alfmabi

Com carinho,
Sofia

 

Tirando as fraldas de Mabi: a missão

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Vou te contar um segredo: cada vez que pensava que um dia teria que começar o processo de tirar as fraldas da Mabi, me dava uma preguiça louca. Já tenho trabalho suficiente com esses dois, e ter de limpar escapadas de xixi no chão era tudo o que não queria. Mas uma hora ou outra esse dia chegaria. E chegou. Pra dizer a verdade, está sendo bem tranquilo. Então resolvi contar pra vocês como foi a coisa aqui em casa.

Tempos atrás, se eu tivesse de começar a tirar as fraldas de um filho, eu teria pesquisado sobre os melhores livros dos especialistas mais conceituados que ensinam as técnicas mais infalíveis de como tirar as fraldas da criança sem trauma, choro, sujeira ou bagunça. Mas eu mudei, sabe. Primeiro porque não tenho muito tempo nem de ir à livraria pra comprar qualquer coisa, quem dirá pra sentar e ler tranquilamente. Segundo porque, quando consigo ter um tempo pra ler, definitivamente não quero saber de temas relacionados ao universo de criancinhas (pois é, vou te contar outro segredo: eu canso às vezes. Hihi). E terceiro porque…peguei bode de gente me falando o que e como eu tenho de fazer com meus filhos. Essas teorias são todas muito bem fundamentadas, mas já passei muito perrengue tentando colocar algumas delas em prática e perceber, depois de muita briga, choro e estresse, que simplesmente não funcionam com meus filhos.

No caso das fraldinhas, resolvi me informar sobre procedimentos técnicos com outras mães que já tiraram as fraldas de seus filhos. Perguntei pra minha mãe, que já tirou fralda de quatro, pra minha vizinha, cuja filha é mais nova que Mabi e já usa o vaso sanitário há uns bons meses, pra minha cunhada Gabriela, que me contou que com sua filha Adriana foi tudo muito tranquilo. Perguntei para mais um monte de gente, me lembrei de algumas entrevistas que fiz com psicólogos e pediatras na época em que eu trabalhava na Revista Pais e Filhos e vira e mexe tinha de escrever uma matéria sobre “Como tirar as fraldas de seu filho numa boa e sem estresse”, e resolvi então por a mão na massa e começar a tirar as fraldinhas de Mabi. Estamos nessa há um tempinho considerável, progredindo a cada dia. Hole ela já fica o dia todo sem fraldinha. Coloco a fralda à noite, mas percebo que todo dia ela se desperta com a fralda seca. Estamos indo bem :)

Divido com vocês, queridas leitoras, minha experiência sobre o desfraldamento de Mabi e minhas percepções do que tem funcionadxo por aqui. Se alguém tiver mais dicas das boas pra compartilhar, manifeste-se nos comentários! ;)

Começar na hora certa

Essa dica é velha e sabida: pra criança, despedir-se das fraldas representa um desafio que envolve uma série de aprendizados. Pode parecer fácil pra gente, mas para os pequenos não deve ser moleza aprender a controlar o esfíncter e verbalizar a cada vez que querem ir ao banheiro. Então, começar a tirar as fraldas no meio de alguma grande mudança de vida, como nascimento de irmão, por exemplo, é fria. Quando Mabi estava próxima de completar dois anos, resolvemos mudar de cidade. Apesar de ela já começar a mostrar interesse no vaso sanitário e no protetor de assento colorido que eu havia comprado pra ela meses atrás (falo disso mais abaixo), eu quis segurar o processo, pois sabia que viria pela frente uma mudança de casa e também de escola. Esperei até que ela estivesse bem acostumada à nossa nova vida: ambientada na casa nova, indo confiante e tranquila para a escolinha. Quando comecei o processo de desfraldamento com força total, ela tinha 2 anos e 3 meses. Antes disso, só ia despertando o interesse dela.

Devagar e sempre

Primeiro, comprei um protetor de assento bem porcaria numa loja tipo R$ 1,99. Ele é colorido e com figuras. Deixava no banheiro, assim como quem não quer nada. De vez em quando, a Mabi via e perguntava o que era aquilo. Eu dizia que era pra ela fazer xixi no vaso, igual a mamãe faz. Ela, toda animada, dizia que queria fazer. E aí íamos: eu encaixava no vaso, tirava sua fraldinha e quando ia colocá-la sentada, ela dizia que não. Eu não insistia e acabava o assunto. Depois de um tempo, comecei a falar desse assento antes do banho, toda vez que ela estava sem roupa, pronta pra entrar na banheira. “Vamos fazer xixi igual a mamãe?” Às vezes ela sentava, mas não conseguia parar quieta nem por vinte segundos. Outras vezes não queria nem sentar. Eu ia deixando. Com o passar do tempo, fui insistindo pra ela se aquietar no vaso, pra escutar o barulho do xixi saindo. Ela ficava quieta dez segundos, não vinha barulho nenhum, e desistia. Levou tempo até que ela fizesse o primeiro xixi ali…mas fez.

Atenta aos sinais

Aí chegou uma época que estava tudo certo. A casa nova já não era novidade, tampouco a escola. Falar nunca foi problema, porque a Mabi é uma matraquiinha há muito tempo. Comecei a perceber que sua fraldinha ficava seca por longos períodos (o que significa que ela já tinha aprendido a segurar o xixi). Muito bem, sendo assim, com um pouco de preguiça, decidi que era hora de tirar a fralda dela.

A chegada do peniquinho musical

Um belo dia vovó resolveu nos fazer uma visita e passar alguns dias em casa. Eu aproveitei a deixa e começar oficialmente a tirar a fralda de Mabi. Eu e vovó fomos numa loja infantil e compramos o penico mais mequetrefe e colorido disponível, com um botão que acionava uma musiquinha enlouquecedora. Fizemos a maior festa pra apresentar o novo Penico da Mabi: o local onde, a partir de agora, ela faria xixi e cocô. Pra ela foi uma farra, achou tudo aquilo o máximo e se aventurou a sentar no seu peniquinho várias vezes ao dia, muito embora não saísse xixi nenhum. Demorou uns dois dias até que ela conseguisse sentar e “liberar” o xixizinho sob seu comando. Nesse meio tempo, usava aquelas fraldas tipo calcinha, com elástico lateral, que dá pra tirar e por mais facilmente. No começo, a levava pra fazer xixi algumas vezes ao dia, mas sem muita neura, só pra ela ir se acostumando. Depois de um tempo, intensifiquei a coisa e comecei a levá-la ao banheiro a cada meia hora.

Nem tudo são flores

Meia hora antes de eu escrever essa linha estava limpando um xixi que Mabi fez na cozinha. Percebo que ela se sai muito bem e conseguimos passar um dia inteiro sem acidentes de percurso, desde que eu fique levando-a ao banheiro a cada certo tempo. Se dou uma bobeada e não falo nada por mais de quarenta minutos, é xixi na certa. Estou confiante de que é uma etapa, e que o próximo passo é ela aprender a pedir ou ir sozinha a seu penico quando tiver vontade. Dizem que a própria criança começa a se incomodar de se molhar com o xixi. Então, estou esperando essa evolução acontecer. Tento não ficar brava quando o xixi escapa, afinal ela está aprendendo. Mas confesso que tem vezes que eu não consigo segurar o mal-humor de ter de limpar um tapete sujo de xixi ou trocar uma roupa limpinha que eu tinha acabado de colocar…e acabo falando com mais autoridade do que gostaria. Mas tudo bem, logo passa e eu retomo a calma. rs. Ninguém é de ferro, né?

O número 2 é mais complexo

Quem me falou isso foi a professora da Mabi, que a parabenizou por estar indo ao banheiro com seus amigos de maneira exemplar. Segundo ela, aprender a fazer xixi no vaso é mais fácil do que o cocô, que leva um tempinho a mais. Percebo que a maior dificuldade da Mabi é ficar quieta sentada no peniquinho esperando o cocô vir. O que tenho feito é sentar-me ao lado dela e contar uma história. (Haja paciência, pois é, mas fazer o quê?). Ela se distrai, relaxa e acaba dando tudo certo, rs.

Caixinha de brincadeiras entregue em casa

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Ter um blog me proporciona várias coisas boas. Uma delas é tomar conhecimento de empresas e ideias bacanas que talvez eu não ficaria sabendo se não fizesse parte da comunidade blogueirística maternal. Foi através do blog que eu conheci a Arte Surpresa, uma empresa criada pela simpática Juliana, que me procurou por email para que eu conhecesse a proposta de suas caixinhas de atividades.

Eu achei interessante, ela disse que me enviaria uma caixinha para que eu conhecesse e dali uns dias a caixinha chegou. Estou aqui pra falar dela, porque realmente eu fiquei encantada com o que recebi.

Funciona assim: você assina um plano, informa a idade das crianças e todo mês recebe em casa uma caixinha temática com atividades voltadas para os pequenos, com todo o material incluído e livrinhos ilustrados com instruções.

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A caixa de atividades que recebemos em casa foi essa da foto. Veio com proposta de pinturas feita com tinta caseira (de leite ninho com corante, achei o máximo!), e também brincadeiras com garrafinhas de plástico.

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Resolvi liberar a caixa de atividades pra Mabi em um dos jogos do Brasil. Convidei um casal de amigos que tem uma filhinha da mesma idade e montei um espaço de atividades pra elas na varanda de casa. Meu plano infalível era que elas ficassem bem quietinhas pintando enquanto nós, adultos, assistíssemos ao jogo.

Bem, não foi exatamente assim que aconteceu, porque quando me dei conta as duas estavam pintando uma a cara da outra (e se divertindo a valer, rs). O bom da tinta caseira que eles ensinam a fazer nesta caixinha é que ela sai com um paninho molhado. É leite! Então, sem grandes estragos.

Depois de uns dias, num domingo à tarde, decidi fazer mais uma sessão de brincadeiras com Mabi. Dessa vez, usamos as garrafinhas. E foi um tempo delicioso que passamos juntas. Eu, ela, papi e Alfonsinho. Enfeitamos as garrafinhas com fita adesiva, colocamos “brilho mágico” (lantejoula!) dentro delas, enchemos de água para dar vida ao brilho mágico. Com a cartolina que sobrou, decidimos brincar de criar figuras usando macarrão colorido e a fita adesiva. É bom pra criança receber atenção dos pais na hora da brincadeira, né? A Mabi estava nas nuvens. E o Alfonsinho… Bem, a diversão dele era atrapalhar a irmã, mas tá valendo :)

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Meu veredicto final foi que: adoramos muito a caixinha da Arte Surpresa. São atividades simples, com materiais que provavelmente você até já tem em casa, mas nem sempre temos a iniciativa de proporcionar esse tipo de brincadeiras para nossos filhos. Pelo menos em casa, quando sobra um tempo livre, costumo deixar Mabi e Alfonsinho com seus brinquedos e fazer minhas coisas, socorrendo aos dois de tempos em tempos quando escuto um chororô. Foi bom parar pra brincar com eles. E foi bom ter um livrinho de instruções com ideias de tudo o que você pode fazer com aqueles materiais, porque de vez em quando a criatividade de uma pobre mãe também pode se esgotar. rs.

Querida Juliana, obrigada pelo presente! Passei momentos deliciosos com meus pequenos :) Queridas leitoras, fica a dica. Altamente recomendável por esta fabulosa blogueira que vos fala.

www.artesurpresa.com.br
@artesurpresa

Beijo!
Sofia

 

 

 

 

Enxoval de bebê no Target – a loja americana que você não pode perder

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Eu sei que fazer o enxoval do bebê é um tanto quanto complicado. Acho que as mamães, principalmente as de primeira viagem, se sentem um pouco como as noivas. Quando você acha que já da pra ficar mais tranquila depois de meses de trabalho indo atrás de todos os mínimos detalhes, acaba lembrando que ainda não escolheu se as fitinhas dos bem-casados vão ser peroladas ou off-white.
E se pro casamento a gente quer tudo perfeito, imagine então pros filhos?

Sei que devido aos preços escandalosos do Brasil, muita gente vem fazer o enxoval  de bebê nos EUA. Além dos preços mais baixos, aqui temos um bilhão de opções. E isso eh ótimo, mas também acaba complicando mais, pois geralmente as pessoas têm um tempo limitado e ficar indo de loja em loja só atrapalha.

Pensando nisso resolvi dar a dica do Target, que é na verdade um supermercado, mais ou menos no estilo do Walmart. E assim como o Walmart, o Target vende de tudo, inclusive muitos (muitos mesmo!!) itens que estão na lista do enxoval do bebê. Sei que essa listinha é muito pessoal e assim varia bastante, mas sabe aqueles itens básicos que todo bebe vai precisar? Então… tem no Target.

Eu sempre vou, não só pra fazer as compras da semana, mas também porque minha mãe, avó postiça de 8 entre 10 bebês que nascem na minha cidade, já me “pediu” pra fazer vários mini enxovais ao longo desses meus 5 anos por aqui. Sempre que fico em dúvida, corro pra lá e acabo resolvendo todos os problemas, oops, enxovais, em um lugar só. E o que posso dizer é que você vai encontrar praticamente todos os itens indispensáveis pro enxoval do bebê com qualidade excelente e preços melhores ainda.

Tem carrinho, berço, roupa de cama, mil e um tipos de cobertores, roupa de banho, pomadas, remédios, fórmulas, fralda descartável, brinquedos, protetores de berço, baba eletrônica, mamadeiras, chupetas e roupinhas. Muitas roupinhas! Agora vamos às fotos que eu tirei essa semana no Target aqui da minha cidade.

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Carrinhos

Muitas opções e marcas diferentes. Os preços começam em 150 e o mais caro que eu vi quando estava lá era 290 dólares. Infinitamente mais barato que na maioria das lojas especializadas do Brasil. E tinham muitas marcas diferentes, inclusive Chicco e Graco.

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Babas eletrônicas

Estavam super em conta e tinham muitas opções também.

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Banho e Higiene

A parte de banho estava um caso a parte. Tinha uma quantidade incrível de banheiras, brinquedinhos pra distrair na hora do banho e toalhas. Com capuz, de super herói, de bichinho…todas muito macias. Nessa foto da pra ver quase todos os preços pra vocês terem uma ideia. E tinha também uma boa quantidade de shampoos, sabonetes e pomadas de marcas como Desitin, Mustela, Johnson’s Baby, etc.

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Roupas

As roupinhas são lindas. E eles sempre têm esses value packs igual ao da foto. São 5 bodies por 9,99.

Gostaram? É claro que ninguém completa enxoval em uma loja só e muito menos em uma compra só, mas me fala se não da pra matar vários coelhos com uma targetada só? Ah! E já aproveito pra deixar a dica de uma olhadinha também nas roupas de ginástica, nos pijamas e camisolas e nas roupas para gestantes.

Boas compras!!

Camila

camila-farhatENXOVAL DE BEBÊ NOS EUA
por camila farhat

Camila é advogada, casada com o Júlio e mora há quatro anos nos EUA. Adora moda e conhece todas essas lojinhas, shoppings e outlets pra se fazer compras nas principais cidades americanas. Ela é “A Correspondente Internacional” do Blog da Sofia sobre enxoval de bebê nos EUA, com dicas de comprinhas para as crianças, além de outras informações bacanas que só sabe quem mora lá.

Resolvendo (mais ou menos) os problemas das noites em claro

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Sabe essas mães iluminadas com filhos que dormem a noite inteira desde os três meses de vida? Então, não sou uma delas. Minha luta sempre foi ensinar a Mabi a dormir a noite toda sem me incomodar de madrugada, desde seus poucos meses de vida. Me falavam que depois de um ano o bebê dorme melhor. Aqui em casa tivemos períodos maravilhosos de noites cheias, mas bastava o vento soprar mais pra lá do que pra cá que, pimba, lá vinha ela chorar de madrugada. Ai santinho, haja paciência.

Testei todas as técnicas existentes para ensinar a criança a dormir a noite toda, sozinha, e em sua caminha. Desde deixar chorar no berço, quando mais nova, até acompanhá-la de volta à sua cama todas as sete vezes que ela vinha no meio da noite pedir pra dormir com a gente na cama ou passar uma conversa fiada durante o dia, dizendo que se ela dormisse a noite toda sem levantar da caminha ganharia um prêmio maravilhoso secreto no dia seguinte. Nada adiantou. Tinha dias que eu enchia os pacovás e colocava logo ela na cama, porque eu PRECISO DORMIR. Aí, adivinha? A bonitona se esparramava toda, ficava atravessadona na cama e dormia feito um anjo. E eu acordava no dia seguinte quebrada, claro.

Um dia, visitando um apartamento pra alugar com uma corretora, saiu a conversa de filhos. Ela perguntou se eu teria mais, eu disse que o doido do meu marido quer quatro, mas que cada vez que eu penso no sono que sinto, decido parar por aqui mesmo. Risadinha pra cá, o clássico comentário “Nossa, seu marido é animado, hein?” pra lá, e aí ela me contou da experiência dela. Que tem uma filha só. Que nunca teve problemas pela noite com ela. Porque desde pequenininha deixou que a filha dormisse no quarto com ela, num colchãozinho no chão. Toda noite, ela armava a caminha no chão e a criança dormia lá, tranquila. E que com três anos a transição pro quartinho dela foi tranquilo. Mãe e filha escolheram juntas uma decoração nova, arrumaram tudo bonitinho, e ela passou a dormir em seu quarto sozinha e nunca mais foi pro quarto dos pais.

Eu não sou, nunca fui e nunca serei partidária da cama compartilhada, nem de quarto compartilhado. Acho que a criança tem que aprender desde cedo a ter limites, em todos os âmbitos de sua vida, inclusive e principalmente na hora de dormir. No mundo perfeito, eu ensinaria meus filhos a dormirem sozinhos em seus quartos. E nunca tive pena ou fiquei com coração partido em ter de ser mais dura pelas noites para ensinar isso a eles (à Mabi, porque Alfonsinho ainda é novo pra isso, mas vai chegar a vez dele também). Não sou do tipo que escuta um “mamãe, quero dormir com você” de madrugada e acha lindo. Eu não acho, não. Também não sou do tipo que entrega as armas tão facilmente. Se o que está em jogo é a educação dos meus filhos, eu normalmente não tenho medo, nem preguiça, nem receio, e vou até o final. Mas nesse caso, queridas leitoras, devo confessar que eu entreguei os pontos.

Cansada em ficar acordando várias vezes pela noite para acompanhar Mabi de volta à sua cama, resolvi tentar o método da corretora. Um belo dia antes de ir dormir, peguei o colchão do antigo bercinho da Mabi, coloquei um lençol, um travesseiro e uma mantinha e deixei a caminha extra preparada no chão, do meu lado. Se eu tivesse uma visita noturna, falaria pra ela dormir ali. Dito e feito: a visita noturna aconteceu. Como sempre, ela disse que queria dormir na cama com a mamãe e com o papai. Eu disse que, se ela quisesse dormir no quarto, poderia se deitar no colchãozinho. Na primeira noite, resmungou, disse que queria na cama comigo, mas eu insisti e ela se rendeu. Dormiu o resto da noite todinha e acordou bem mais tarde que o habitual. Na noite seguinte, ela veio outra vez. Viu seu colchãozinho preparado e ali deitou, quietinha, sem dizer uma palavra, e dormiu até o dia seguinte. De novo, até mais tarde.

Não sei – e acho que nem quero saber – o que os psicólogos, especialistas, educadores e cia. têm a dizer sobre minha tática da caminha extra no meu quarto. Provavelmente não é a solução mais saudável e definitiva que se busca para uma criança. Bom mesmo é ela aprender que cada um dorme na sua cama e acabou. Mas depois de meses e meses brigando com Mabi pela noite, eu cansei. Entendi e aceitei essa dificuldade que ela tem em dormir a noite toda no quarto dela e resolvi pensar em qual seria a alternativa mais fácil pra mim. Se foi o melhor pra ela, não sei. Mas estou dormindo melhor desde então. Então, o meu problema pelo menos eu resolvi.

Nessa tática da caminha extra, algumas condições eu não abro mão: o horário de dormir continua o mesmo (depois da Porpa Peppa) e ela sempre adormece na cama dela. Sozinha, depois de rezarmos juntas e de receber um beijo de boa noite da mamãe. Já aconteceu de ela, cinco minutos depois, sair de sua cama dizendo que queria dormir no colchãozinho. Eu digo que não, que cada um dorme na sua cama, que essa é a regra da casa. Ela entende e volta. Faço isso porque também não quero liberar geral – ainda tenho esperança de que um belo dia ela pare voluntariamente de se levantar pelas noites. E também porque acho importante pro casal ir dormir sem companhia. Seja pra namorar, pra conversar, pra assistir TV ou pra deitar e dormir, não importa. Que se respeite esse espaço que é só dos dois, né? No meio da madrugada, com todo mundo capotado, aí já não me importo de ter uma intrusa entre nós. Pelo contrário, acho uma delícia acordar pra dar mamar pro Alfonsinho e ver minha loirinha no seu colchão, dormindo bem gostoso, toda espalhafatosa.

Essa é minha história de hoje, queridas leitoras. Resolvi passar adiante a dica da corretora. Se me ajudou, quem sabe não ajuda alguém mais por aí, né?

Um beijo com carinho,
Sofia

Como manter seu filho quieto e feliz por alguns minutos

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Tem momentos que a gente só precisa de DOIS MINUTOS DE SOSSEGO pra terminar uma coisinha muito importante. Sei como é. E tem momentos que você precisa desesperadamente manter seu filho concentrado mais um pouquinho porque você está sentindo que o próximo passo é ele ficar histérico. Também sei como é. 

Então lá vai uma diquinha que tem funcionado aqui em casa. Sigam-me os bons.

  • Passo 1: Abra uma conta no Instagram pelo seu celular ahora YA. Se você já tem, boa garota.

 

  • Passo 2: Seja uma feliz seguidora do @oblogdasofia. (brincadeirinha, esse passo não faz parte do nosso tutorial. Hehe.)

 

 

  • Passo 3: Mande um “Vamos ver fotos de animaizinhos fofos?!?!?!?!?!” bem animador.

 

  • Passo 4: Entre na conta do @thebabyanimals rapidamente (se demorar, perde o foco) e divirtam-se com as fotos de animais bebês mais fofas do universo.

Além de ganhar uns minutos, seu filho vai aprendendo o nome dos animais ;) E você pode variar nas brincadeiras. Por exemplo, começar mostrando pedir pra ele encontrar a foto do elefante, depois a do macaco, depois a do coelho, e a do porquinho, e a do leão… até ele realmente cansar.

Olha só as fofuras que vocês vão encontrar por lá:

foto-coelhinho-fofo

foto-ovelha-fofa

foto-pintinho-fofo
foto-porquinho-fofo

Beijo! E boa sorte :)

Sofia

 

 

 

Cabanas para quarto de criança: não é demais? :)

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E aí você está grávida e monta o quarto do bebê com maior zelo, carinho e capricho. Poltrona de amamentação, cômoda bem graaaaande (além do armário) para caber o trocador do bebê com folga, mesinha de apoio ao lado da poltrona para moringa de água… aquele esquemão todo que a gente conhece. Muito bem.

Bebê nasce e em pouco tempo você descobre que:

- você usa a poltrona de amamentação porque ela está lá, mas se não estivesse daria um jeito no sofá da sala, deitada na sua cama (amamentar na cama de madrugada é o máximo, dá pra cochilar) ou em qualquer lugar. Amamentar é simples, a gente que complica.

- ou você desiste de trocar a fralda do bebê em cima da cômoda ou ele vai acabar caindo de lá de cabeça. Pra recém-nascido é um espetáculo, mas depois que o bebê cresce e aprende a fazer malabarismos, não dá. Não dá mesmo. Esquece.

- você refestelou todo o espaço do quarto do bebê com estes itens descritos acima e esqueceu de reservar um cantinho para a pilha de brinquedos da criança, que cresce a cada semana (a pilha de brinquedos. Se bem que a criança também. hehe), e começa a tomar conta da sala de tv, de visitas, da casa inteira.

Queridas leitoras, vim aqui fazer uma revelação que eu descobri um pouco tarde, mas que sempre pode me ser útil para o terceiro ou quarto filho: o bebê cresce. E, na minha opinião, cresce rápido demais para valer a pena todo o investimento financeiro que fazemos num quarto que é útil apenas para bebê de poucos meses. Quando a criança já não é mais bebê, bom mesmo é ter um quarto pra brincar. E se você, assim como eu, não conta com um quarto de brinquedo em casa, então a única saída é você adaptar o quarto da criança.

Confesso que acho difícil conciliar as duas coisas sem sacrificar a decoração do quarto da criança. Quero um quarto bonitinho para meus filhos, oras, e não um mero depósito de brinquedos com uma cama pra dormir. Pensando e pesquisando, vi essa ideia: cabanas para quarto de criança. Fixas, de tecido, que podem ser estilo casinha ou tenda de índio. Dentro dá pra por almofada ou usar pra guardar os brinquedos maiores, eliminando um pouco da bagunça do quarto.

Quem vai fazer uma viagem pro exterior pode aproveitar a oportunidade pra visitar a loja Ikea, que vende vários tipos de cabanas para quarto de criança por um preço bem acessível. Outra opção é colocar a mão na massa e fazer em casa. Eu não sou nenhuma mestra costureira, mas não parece ter muito mistério. Quem quiser tentar, o blog CasaCriando traz um tutorial bacana: Cabaninha – Faça você mesmo. Boa sorte e mande fotos depois ;)

Lá vão algumas inspirações de cabanas para quarto de criança:

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Ideias para festa de aniversário tema Peppa PIG

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Esta semana recebemos este convite de aniversário da Peppa Pig aqui em casa. Não sei aí, mas aqui a Peppa é rainha. E foi então que eu tive a brilhante ideia de buscar na internet algumas ideias de decoração para festa de aniversário com tema Peppa Pig.

Adoro festa de criança feita em casa, então todas essas ideias são passíveis do “faça você mesma”.

Quem gostou e quiser fazer a festa da Peppa Pig sem contratar nenhuma empresa de decoração ou comprar esses kits prontos que vendem em lojas especializadas em festas (que acabam deixando o evento com cara de industrializado), uma blogueira muito simpática disponibilizou a arte de tags, bandeirinhas e outros detalhes que podem ser impressos em casa. Aqui está: Tags da Peppa Pig para download. Adoro gente generosa :)

Então, queridas amigas, lá vão algumas boas ideias para festa de aniversário tema Peppa Pig! GOD SAVE THE QUEEN!

Beijo.
Sofia

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Criando irmãos que se amam

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Tenho três irmãs. Todas mulheres, todas Marias (ah, eu me chamo Maria Sofia, pra quem não sabe ;). Não há lembrança minha em que elas não estejam presentes. Com elas compartilhei toda minha vida: desde atenção de meus pais até quarto, roupas, amigas. Nós sempre estivemos juntas e ainda estamos. É como se elas fossem um pedaço meu – pedaço este que de vez em quando eu xingo, brigo, quero matar, fuzilar, mas está sempre junto a mim.

Por esse motivo que eu sempre me incomodei quando, grávida do Alfonsinho, me falavam: “Ihhhh, a irmãzinha vai ter ciúme”. Ou então: “Ai tadinha, tão pequena e vai ter que dividir a atenção dos pais com um irmão?”. Ou ainda: “Não vai deixar ela de lado quando o irmãozinho nascer, hein?”. Oi?

Depois que o dito cujo nasceu, a coisa piorou. Bastava eu sair de casa com os dois juntos, que as pessoas começavam:  primeiro, pedindo pra Mabi dar um beijo no irmão. “Ooooolha, você tem um irmãozinho! Que bonitinho ele, né? Dá um beijo no irmãozinho, dá?”. Na primeira vez ela dava. Na segunda também. Na terceira demorava um pouco (alguém aí passa o dia beijando o irmão? Não, né. Então tá), mas ia. Na quarta ela já fingia que não ouvia. E aí a pessoa se deleitava: “Nossa, gente, olha lá que ciúme!”. E falava em voz alta ainda, como se a criança fosse surda. Gente, que obsessão é essa com ciúme de irmão?

Desde a gravidez sempre fui bem tranquila em relação a isso. Sabia que Mabi sentiria ciúmes, mas que o curso natural da vida seria ela se acostumar com o fato que existe um segundo filho dentro de casa, com os mesmos direitos que ela. Achava que quanto mais naturalidade de nossa parte, menos ela sofreria e mais rápido se adaptaria à nova realidade. Acreditava piamente que demonstração de pena de nossa parte só faria com que ela interpretasse que algo ruim estava acontecendo. E não estava, pelo contrário. Ela estava a ponto de ganhar um amigo. Um companheiro pra toda vida. Esse era meu espírito, meu e de Javi, meu marido: confiantes e otimistas de que tudo ia dar certo.

E aí Alfonsinho nasceu. Na verdade minha crença de que bastava eu lidar com a situação de maneira natural e despretensiosa que não haveria tanto ciúme se mostrou um pouquinho equivocada, mas não completamente. No primeiro mês de Alfonsinho em casa ela sentiu ciúmes, sim, e muito. E fez chilique, e começou a acordar pela noite novamente, e tinha ataques de choro e de birra. Passamos por alguns momentos tensos, principalmente quando eu tinha de ficar com os dois sozinha, e estava no meio de algo que não podia interromper, tipo mamada ou troca de fraldinha do Alfonsinho, e ela se jogava no chão aos berros porque queria colo. Não dava, ué, que poderia fazer? O interessante era que com o irmão ela sempre foi muito carinhosa, desde o começo. Depois de algumas semanas, ela quis segurá-lo no colo –  e voltou a querer todos os dias por um bom tempo. E lhe fazia carinho na cabeça (de vez em quando vinha acompanhado de uma dedada no olho, claro, seguida de uma boa bronca da mamãe) e perguntava por ele ao acordar.

Assim fomos por um ou dois meses. Carinho com o irmão, chilique em casa. Eu nem sei dizer em que momento essa crise passou, mas passou rápido. Talvez porque lidamos bem com a situação, talvez porque ela passaria assim mesmo, independente de interferências externas. Eu sabia que passaria, só estava esperando o momento chegar. Chegou, e hoje eles têm uma relação das mais saudáveis que eu já vi.

Alfonsinho vê a irmã e abre um sorriso de orelha a orelha. Não importa se ele tem fome, sono ou está mal-humorado, basta sentar no chão ao lado de Mabi que o choro cessa. Ela, por sua vez, sabe muito bem que é a musa inspiradora do irmão e faz jus ao cargo. Não lhe dá muita bola, mas nunca fica longos períodos sem lhe dar um beijo, lhe fazer um carinho ou uma palhaçada. Quando saímos para passear, ela faz questão de falar para quem se aproxima: “Esse é o Fonsinino, meu irmãozinho”. E vai até ele, faz carinho, beija a mão, aquele teatro todo, só pra se mostrar pra pessoa, rs. O Fonsinino aproveita. Outro dia ele estava chorando, resmungando, e eu ocupada com alguma coisa. Ela foi até ele, quietinha, e começou a lhe mostrar brinquedinhos que estavam em volta. Pronto. A coisa fica feia quando ele decide babar na Lola da irmã. Aí a amizade dá uma balançada, rs. Ah, esses dois…

Meu coração se enche de ternura quando percebo, ao observá-los juntos, que eles já entendem que um faz parte da vida do outro. Sabe quando você nem liga muito pra presença de uma pessoa, mas quando ela não está algo falta? Ter irmão é mais ou menos isso, fazendo uma definição pouco filosófica.

Os chatos de plantão continuam me importunando pela rua com o ciúme. Quando vamos ao shopping ou a um restaurante, basta Mabi dar um grito que algum oráculo sempre vem com uma conclusão sábia: “Não liga, é ciúmes do irmão”. Não, o grito era porque ela queria alguma coisa e eu não dei, como toda criança faz.  Também sempre tem um infame me contando as mais cabulosas histórias, de como a sobrinha da prima ficou transtornada quando o irmão nasceu e a mãe começou a esconder o bebê dela (oi?). E da outra que com sete anos voltou a chupar chupeta. Ou então me dando conselhos do tipo: “Nunca deixe a irmã sozinha com ele, ela está doida pra machucá-lo”. Por várias vezes deixei Mabi sozinha com o irmão. Claro que estava por perto, de olho, mas sem que ela percebesse. Queria ver sua reação e, mais do que isso, queria que ela soubesse que eu confiava nela.

A conclusão que eu chego, portanto, é que a criança se acostuma rapidinho com o irmão. E se acostuma a dividir, a tê-lo por perto, como amigo e como companheiro. Até chegar num ponto de não se ver mais sem o irmão do lado. Medo da reação da criança ao irmão nascer? Oras, por que haveríamos de ter? É tão normal e bonito ter um irmão. Chiliques e ataques de birra são típicos de crianças – e com irmão ou sem irmão eles existirão.

Pronto, é isso. Falei e disse ;) Um beijo com carinho,

Sofia

P.S.: Encontrei essa foto linda na internet e esqueci de anotar o nome da fotógrafa. Se alguém souber, em me retifico prontamente!